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Aura ou carma: de onde vêm a veneração e o temor inspirados pelo número

Aura ou carma: de onde vêm a veneração e o temor inspirados pelo número da camiseta na Seleção Crédito, Marcelo Camargo/Agência Brasil Article Information Author, Luiz

Aura ou carma: de onde vêm a veneração e o temor inspirados pelo número da
Aura ou carma: de onde vêm a veneração e o temor inspirados pelo número da camiseta na Seleção
Criança pinta a bandeira do Brasil na rua, parte da decoração para Copa do Mundo

Crédito, Marcelo Camargo/Agência Brasil

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    • Author, Luiz Antônio Araújo
    • Role, De Porto Alegre para a BBC News Brasil
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 7 min

A camiseta mais famosa do futebol brasileiro estará ausente do jogo de estreia da Seleção na Copa do Mundo, diante do Marrocos, neste sábado (13/6), às 19h, no Metlife Stadium, em Nova Jersey.

Leia no AINotícia: Mundo: Panorama Semanal de Negociações, Tensão e Histórias Humanas

Confirmado no dia 29 de maio como portador da camisa 10 até o final da Copa, o atacante Neymar estava afastado dos gramados desde o dia 17 com lesão na panturrilha direita.

O jogador do Santos usou o número mítico da Seleção pela última vez há exatos dois anos e oito meses.

Desde aquela terça-feira em Montevidéu, a dezena verde-amarela vinha sendo ostentada por Vini Jr., atacante do Real Madri, a quem agora caberá o número 7. Leia também: Quem é a ativista polonesa encontrada morta no Equador — e por que o país pede

A aura— e o carma— associados à numeração de camisetas são daqueles detalhes que fazem o futebol assumir às vezes ares de esoterismo de chuteiras.

Apresentadora do programa Balanço da Copa, do SBT, Carol Barcellos afirma que o número da camisa da Seleção traz mais força do que peso a quem a veste.

"Ter a chance de vestir uma camisa que tem um encanto, é mágica, para pouquíssimos seres vivos, é uma grande oportunidade. E para a gente, vai ter sempre muita magia", diz a jornalista à BBC News Brasil.

Em português, camisa 10 é sinônimo de protagonismo, maestria, alta performance— ou, no mínimo, elevada expectativa.

Inspirados no rei do futebol, seleções nacionais e times passaram a reservar o número aos melhores atletas.

Entre eles, estão Diego Maradona e Lionel Messi, da Argentina, Michel Platini e Zinedine Zidane, da França, Roberto Baggio, da Itália, além dos brasileiros Zico, Raí, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Leia também: Torcer para o Brasil está mais caro? A alta do preço da carne, da cerveja

A par de seus múltiplos talentos e diferenças, todos esses jogadores lendários tiveram em comum o número 10.

"O número da camisa pesa de jeitos diferentes, conforme o olhar de cada um", opina o jornalista e escritor Juca Kfouri à BBC News Brasil.

O incidente, que tinha tudo para se resumir ao ridículo— o goleiro Gilmar entrou em campo com a camiseta número 3, o ponta-direita Garrincha, com a 11 —, ascendeu ao sublime ao brindar o então adolescente Edson Arantes do Nascimento com o número 10. O resto é história.

Jogador Vini Jr durante lance de jogo de futebol entre Brasil e Colômbia válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo

Crédito, Bruno Peres/Agência Brasil

Legenda da foto, Hoje com a camisa 7, Vini Jr. vinha vestindo a 10 desde 2023

História, pondera Kfouri, que pode ser distinta a depender da perspectiva nacional.

Zagallo está sentado em uma cadeira de rodas e posa em frente a sua estátua de cera inaugurada no Museu da Seleção Brasileira, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, em 2022
Legenda da foto, Zagallo tinha forte apego ao número 13
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