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Áudios revelam como delegado Braz Morroni recebia do tráfico

Áudio detalha esquema para o delegado da PB receber dinheiro do tráfico sem ser rastreado Áudios obtidos pelo g1 detalham um suposto esquema para o delegado Braz Morroni

Áudios revelam como delegado Braz Morroni recebia do tráfico

Áudio detalha esquema para o delegado da PB receber dinheiro do tráfico sem ser rastreado

Áudios obtidos pelo g1 detalham um suposto esquema para o delegado Braz Morroni receber dinheiro do tráfico sem ser rastreado. O delegado segue preso temporariamente junto com os agentes Everton Aires (conhecido como Bomba) e Eduardo Jorge (conhecido como Mão Branca) desde a Operação Perfídus, em junho. A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito pedido pela prisão preventiva de Braz Morroni.

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Nos áudios, o agente Everton Aires, o Bomba, pede que um homem chamado por Shelby, identificado pela polícia como Isaque Pontes Costa, envie R$ 60 mil para a conta bancária da construtora de Eduardo Jorge, o Mão Branca.

"O delegado quer receber a parte dele em cash, aí eu disse a ele: “meu filho, se eu estou recebendo do Pix, eu vou fazer Pix, eu não vou sacar dinheiro não”, diz Everton Aires, o Bomba, em áudio.

Shelby responde ao áudio de Bomba falando que prefere mandar todo o valor via pix, e explicou que usa a conta de terceiros em troca de pagamentos mensais para não ser rastreado. Leia também: Previsão do Tempo 23 de Julho: Chuvas no Sudeste e Nordeste

O g1 procurou a defesa de Braz Morroni, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Operação prende delegado e agentes da Polícia Civil em João Pessoa

Operação prende delegado e agentes da Polícia Civil em João Pessoa

As investigações

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes. Mais de noticia

O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.

  • João Wicttor Alves de Lima;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
  • José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");
  • Vanessa Dantas Fernandes;
  • Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").

Quem é o delegado Braz Morroni

O delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes.

Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídus, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados.

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