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Atlético-MG fecha 2025 com R$ 882 mi de prejuízo e dívida de R$ 2 bi

Clube mineiro divulgou balanço com números alarmantes, que incluem aumento de endividamento bancário e tributário, além de custos operacionais e investimentos elevados no futebol.

O Atlético-MG encerrou o exercício de 2025 com um cenário financeiro desafiador, revelando um prejuízo milionário e um salto significativo em sua dívida total. Conforme os balanços divulgados nesta quinta-feira (1º de maio de 2026), o clube mineiro registrou um prejuízo que, após retificação, atingiu R$ 882 milhões, com o endividamento ultrapassando a marca dos R$ 2 bilhões, impactando as finanças do Galo.

Números Chave: Prejuízo e Endividamento Crescente

O balanço financeiro do Atlético-MG referente ao ano de 2025, tornado público na última quinta-feira, apresentou dados que geram preocupação. Inicialmente, um slide do clube indicava um prejuízo líquido de R$ 310 milhões. Contudo, em uma errata posterior, o GE informou que as demonstrações de resultado completas revelaram um prejuízo substancialmente maior, de R$ 882 milhões para o exercício, conforme corrigido pelo próprio portal. A dívida alvinegra, por sua vez, superou a marca dos R 2 bilhões.

O clube adota um critério para cálculo do endividamento, que considera passivos menos ativos com efeito caixa, indicando R$ 1,78 bilhão em 2025, contra R$ 1,4 bilhão em 2024. Já a metodologia do GE, que soma dívidas de curto e longo prazo e subtrai receitas antecipadas e o caixa disponível, aponta para um endividamento acumulado de R$ 2,196 bilhões. Leia também: Lionel Messi Brilha na Copa 2026 com Hat-Trick e Elogios de Henry e Ibrahimovic

Entendendo os Fatores: Custos, Receitas e Dívidas Específicas

A conta negativa foi impulsionada, em grande parte, pelos custos operacionais, que somaram R$ 461 milhões, e por significativos investimentos no futebol, na ordem de R$ 181 milhões, segundo o GE. Em contrapartida, a receita líquida alcançou R$ 727 milhões em 2025, sendo os direitos de transmissão a principal fonte, gerando R$ 282 milhões. A venda de atletas contribuiu com R$ 203 milhões, e as explorações comerciais com R$ 139 milhões. A receita bruta do Galo em 2025 foi de R$ 768 milhões, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Deste total, R$ 565 milhões vieram de direitos de transmissão, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, receitas comerciais e da Arena MRV.

O endividamento bancário também registrou crescimento, passando de R$ 555 milhões para R$ 654 milhões. As dívidas tributárias aumentaram de R$ 388 milhões para R$ 487 milhões. Notável também é o salto no endividamento para a compra de atletas, que dobrou de R$ 100 milhões para R$ 243 milhões no período, conforme detalhado pelo GE.

Impacto no Futebol e Estratégia de Vendas

A folha do futebol profissional correspondeu a 67% do total dos custos operacionais em 2025, evidenciando o peso da manutenção do elenco. As despesas com o futebol cresceram 7% em relação ao exercício anterior. Para mitigar parte do cenário, o Atlético-MG recorreu à venda de atletas, uma importante fonte de receita, que totalizou R$ 203 milhões no ano. Entre as principais negociações, destacam-se a saída de Alisson para o Shakhtar por R$ 77 milhões e Rubens para o Dínamo Moscou por R$ 55 milhões. Outras vendas incluíram Zaracho (R$ 12 milhões), Rodrigo Battaglia (R$ 9,5 milhões) e Otávio (R$ 8,5 milhões), segundo o GE. Mais de esporte

O que se sabe até agora

  • Atlético-MG fechou 2025 com prejuízo de R$ 882 milhões, valor corrigido após divulgação inicial de R$ 310 milhões (segundo o GE).
  • A dívida total do clube mineiro ultrapassou R$ 2 bilhões.
  • O endividamento bancário e tributário registraram aumento significativo.
  • Custos operacionais e investimentos no futebol foram os principais impulsionadores do resultado negativo.
  • Receitas de direitos de transmissão e venda de atletas foram as maiores fontes de receita.
  • A folha do futebol profissional representou 67% dos custos operacionais.

Este panorama financeiro surge em um momento de outras movimentações importantes no clube, como o anúncio do afastamento de Rafael Menin, dono da SAF do Atlético-MG, e as discussões sobre a possível saída do atacante Hulk. O desafio para o Galo será equilibrar as contas e manter a competitividade esportiva diante de um cenário econômico complexo, que exige estratégias financeiras robustas e decisões assertivas para o futuro. Leia também: Copa do Mundo 2026: Argentina estreia em Kansas City com homenagens e busca

Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).

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