Publicidade
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), traz um teste direto sobre o potencial de Fernando Haddad (PT) como substituto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto em 2026. Os números mostram que o ex-ministro da Fazenda conseguiria herdar parte relevante do eleitorado do presidente, mas sem melhorar o desempenho do campo governista.
Leia no AINotícia: Panorama Econômico: Loteria, Imposto de Renda e Longevidade
No cenário de primeiro turno, Haddad aparece com 40,5% das intenções de voto, praticamente empatado com Flávio Bolsonaro, que registra 39,2%. O resultado indica capacidade de transferência eleitoral, colocando o ex-prefeito de São Paulo imediatamente no centro da disputa. Leia também: Trump está insatisfeito com a mais recente proposta do Irã para encerrar conflito

A comparação com Lula, no entanto, delimita o alcance dessa substituição. No mesmo levantamento, o presidente aparece com 46,6% no primeiro turno, cerca de seis pontos à frente de Haddad. A diferença sugere que parte do eleitorado não migra automaticamente para o nome indicado pelo governo.
O teste mais relevante aparece no segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, Haddad soma 44,3%, enquanto o adversário atinge 48,1%. Lula, no mesmo cenário, aparece em empate técnico, com 47,5% contra 47,8%. A distância maior no caso de Haddad indica perda de competitividade na fase decisiva da eleição.
O padrão se repete quando comparado a outras alternativas. Geraldo Alckmin, por exemplo, tem 45,9% contra 47,5% de Flávio, desempenho melhor que o de Haddad, mas ainda inferior ao de Lula. Os dados apontam que o presidente segue como o nome mais competitivo dentro do campo governista.

Nos bastidores, a hipótese de substituição de Lula por Haddad ganhou espaço em parte do debate político, impulsionada por fatores como idade e renovação de lideranças. A comparação com o cenário dos Estados Unidos, especialmente o caso Joe Biden, tem sido usada como argumento para antecipar uma troca. Mais de economia
Continua depois da publicidade
Os números da Atlas, porém, indicam limites claros para essa estratégia. Haddad se mostra viável e competitivo, mas não amplia o desempenho do grupo político e apresenta desvantagem maior no segundo turno, etapa decisiva da disputa. Leia também: AtlasIntel: Lula lidera com 46,6%, mas Flávio encosta com 39,7% no 1º turno
A leitura reforça que a força eleitoral está concentrada no capital político de Lula. A transferência de votos ocorre, mas de forma parcial, o que mantém o presidente como principal ativo do campo governista para 2026.
A pesquisa ouviu 5.008 pessoas entre os dias 24 e 27 de abril, por meio de questionário digital. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07992/2026.
Tópicos relacionados
- Política
- AtlasIntel
- Eleições 2026
- Fernando Haddad
- Luiz Inácio Lula da Silva
- Pesquisas Eleitorais
Marina Verenicz
Leia também no AINotícia
- Quina hoje, concurso 7011: Confira o resultado sorteado nesta segunda (27)Economia · 4h atrás
- Cármen Lúcia propõe criar ‘brigadas eleitorais’ para candidatas mulheres nas eleiçõesEconomia · 4h atrás
- Receita mira setor de cigarros na 1ª fase da aplicação da Lei do Devedor ContumazEconomia · 4h atrás
- Funcionários do Google pedem que CEO bloqueie uso de IA para fins militares dos EUAEconomia · 8h atrás
