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Até IPCA+8,5%: CDBs de inflação crescem e ofuscam papéis atrelados ao CDI

Enquanto os títulos atrelados à inflação ganharam protagonismo com taxas reais elevadas, os papéis pós-fixados enfrentaram um cenário de rentabilidades médias abaixo do

Até IPCA+8,5%: CDBs de inflação crescem e ofuscam papéis atrelados ao CDI
Moedas de reais - 
15/10/2010 (Foto: 
REUTERS/Bruno Domingos)
Moedas de reais - 15/10/2010 (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

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O mercado de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) foi marcado por uma mudança importante em maio. Enquanto os títulos atrelados à inflação ganharam protagonismo com taxas reais elevadas, os papéis pós-fixados enfrentaram um cenário de rentabilidades médias abaixo do índice de referência, acendendo um sinal de alerta para a eficiência da alocação.

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De acordo com um levantamento da Quantum Finance feito a pedido do InfoMoney, os CDBs pós-fixados com vencimento entre 3 e 24 meses apresentaram taxas médias abaixo do CDI, o que levanta questionamentos sobre a atratividade desses papéis.

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Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o investidor deve ser criterioso com esses títulos. “Não faz sentido, salvo situações muito específicas de liquidez, aceitar CDBs abaixo de 100% do CDI em um ambiente de juros ainda elevados e com ampla oferta de alternativas. Ao aceitar retorno inferior, o investidor incorre em perda real de eficiência de alocação sem contrapartida relevante de risco”. Leia também: Amazon e Pinterest: Bilhões em Acordos e Inovação com IA

Já Robson Casagrande, sócio da GT Capital, aponta que “um CDB só vale a pena se pagar um prêmio acima do Tesouro Selic”.

CDBs de inflação

Por outro lado, os títulos atrelados ao IPCA foram os destaques positivos de maio. A taxa média para o prazo de 12 meses atingiu IPCA + 8,09%, ante 7,99% em abril, enquanto para 36 meses a taxa média ficou em 7,93% contra 7,70% um mês antes.

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Casagrande explica que o mercado está pagando mais no curto prazo devido à incerteza inflacionária. “É uma curva real invertida. O mercado está pagando mais para travar prazo curto, sinal de prêmio de risco e de incerteza com a inflação de curto prazo por causa do petróleo”. Apesar de considerar o juro real de 8% “historicamente alto” e uma “janela atrativa”, ele prefere prazos mais longos para proteção estrutural.

Para Felipe Castello Branco, sócio e private banker da Blackbird Investimentos, o momento é favorável para a classe. “O IPCA+ pode ser uma boa alternativa como diversificação, especialmente em um cenário em que as expectativas de inflação vêm sendo revisadas para cima”. Mais de economia

CDBs prefixados

Os títulos prefixados também viram suas taxas subirem em maio. A taxa média para o prazo de 36 meses subiu de 13,73% em abril para 14,06% em maio, com taxas máximas chegando a 14,70%.

Sidney Lima avalia que “os níveis atuais tornam os prefixados novamente competitivos, mas a decisão depende da convicção sobre o ciclo de juros”. Robson Casagrande, porém, faz uma ressalva importante sobre o custo de oportunidade. “A média de 14,06% no prazo de 36 meses está abaixo do CDI atual (perto de 14,40%) e da Selic (14,50%)”. Ele conclui que “prefixado só compensa se a Selic cair de forma relevante ao longo do período: é uma aposta direcional na queda dos juros”. Leia também: Índice de ADRs brasileiros abre dia com leve alta, na contramão de índices de NY

Perspectivas para junho

Para este mês, os especialistas projetam a manutenção das taxas. “As janelas de juro real de 8% e prefixado de 14% existem hoje porque o cenário está incerto; quando a incerteza ceder, elas fecham”, diz Casagrande.

Sidney Lima prevê uma “tendência de estabilidade a leve compressão nas taxas, refletindo menor pressão de captação dos bancos e expectativa de continuidade do processo de normalização monetária”. Já Felipe Castello Branco reforça que a dinâmica dependerá do cenário fiscal e político: “o mais importante é manter cautela e priorizar diversificação e proteção de capital em vez de tentar antecipar movimentos de curto prazo”.

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