Iniciativa liderada pelo Instituto Ethos reúne entidades empresariais para fortalecer a produção e a circulação de informações íntegras e responsáveis.
Evento reuniu associações empresariais no Unibes Cultural. Da esquerda para a direita: Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos; Sérgio Lüdtke, Secretário Executivo da ABRAJI; Ana Lucia Melo, diretora-adjunta do Instituto Ethos; Marcela Greggo, gestora de Projetos e Serviços do Instituto Ethos; Márcio Borges, pesquisador associado da NetLab UFRJ; Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje; Andréa Álvares, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos; Cristiano Lobato Flores, presidente executivo da ABERT; Cristovam Ferrara, diretor de Responsabilidade Social da Globo; e Luiz Lara, Chairman da TBWA/Brasil. — Foto: Divulgação/Instituto Ethos
Organizações empresariais brasileiras lançaram, na última segunda-feira (13), a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação, iniciativa voltada a promover meios e condições para a produção e a circulação de informações mais íntegras, seguras e responsáveis.
A iniciativa é liderada pelo Instituto Ethos e conta com a parceria da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e com o apoio técnico do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Segundo o diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, apenas haverá uma "resposta consistente" para combater a desinformação se houver uma cooperação entre sociedade civil, setor privado, poder público, academia e meios de comunicação.
"Por isso, a resposta a esse problema precisa ser coletiva. Ela passa por mais transparência das plataformas, por mais responsabilidade no desenvolvimento e na circulação de sistemas de inteligência artificial, por políticas públicas de formação crítica e por um compromisso institucional com a integridade da informação. O desafio não é apenas tecnológico. É social, político e ético”, disse.Leia também: BBB 26 ganha destaque após novo desdobramento em <p>toda eliminação no bbb tem um peso diferente quando o programa está perto do fim. na noite desta quinta-feira (16), foi jordana quem deixou a casa mais vigiada do brasil, a poucos passos da grande final. a participante foi eliminada com 71,80% da média dos votos para sair no 17º paredão do bbb 26.</p> <p>ela disputava a preferência do público com juliano floss, que ficou com 26,14% dos votos, e ana paula renault, a menos votada, com apenas 2,06%. - bbb 26: cantores da rbd mandam recado para milena - chaiany nega beijo de fã e quase sofre acidente em seguida jordana foi parar na berlinda após ser indicada pelo líder leandro, que a levou ao paredão em sua primeira liderança na temporada. na sequência, como prevê a dinâmica, a própria emparedada exerceu o contragolpe e puxou juliano floss para a berlinda.</p> <p>ana paula renault foi a mais votada pelos participantes na sala, com dois votos. quem é jordana? moradora de brasília, no distrito federal, jordana acumula mais de 32 mil seguidores no instagram e trabalha como modelo fotográfica e influenciadora.</p> <p>formada em direito em 2019, ela admite não se identificar muito com a advocacia, sua ocupação principal. antes de seguir a carreira jurídica, também foi professora de inglês. quer receber mais notícias do bbb 26?</p> <p>acesse o canal do dol no whatsapp! com a eliminação de jordana, o bbb 26 chega ao top 4: ana paula renault, juliano floss, leandro boneco e milena seguem na disputa pelo prêmio final e já competem na prova da final na noite desta quinta-feira (16). seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no whatsapp e telegram.</p> <p>para mais informações sobre os canais do whatsapp e seguir outros canais do dol. acesse: dol.com.br/n/828815.</p>
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Dados do Global Risks Report 2026, do Fórum Econômico Mundial, mostram que a desinformação deixou de ser um desafio restrito ao campo da comunicação digital e passou a configurar um risco sistêmico, com impactos diretos sobre a democracia, a confiança institucional e o ambiente de negócios.
Segundo o pesquisador do NetLab Márcio Borges, durante o evento de lançamento da iniciativa, um estudo realizado em 21 países indicou que o Brasil é o país com maior dificuldade para identificar notícias falsas nas redes sociais — um dos meios mais utilizados pelos brasileiros (80%) como fonte de informação, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O Fórum Econômico Mundial apontou, ainda, que temas como a desinformação e a polarização social estão entre os principais fatores de instabilidade global no curto e no longo prazo, com 40% dos especialistas projetando algum grau de instabilidade nos próximos dois anos. Mais de noticia
Nesse contexto, a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação surge para apoiar empresas na construção de respostas estruturadas, baseadas em evidências e alinhadas às melhores práticas de governança e responsabilidade corporativa.
A iniciativa deve atuar na produção de conhecimento técnico, no desenvolvimento de diretrizes orientadoras e na promoção de espaços de diálogo entre lideranças empresariais, especialistas e a sociedade civil. Leia também: Flamengo passa fácil pelo Independiente Medellín no Maracanã e segue 100 % na Libertadores
Segundo a presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Andréa Álvares, a desinformação impacta diretamente a confiança e exige uma resposta coordenada e multissetorial.
“Ao lançar esta coalizão, reforçamos o papel do setor empresarial como agente ativo na construção de um ambiente informacional mais íntegro”, afirma Álvares.
O evento também contou com um painel voltado ao debate sobre informações enganosas no Brasil e no mundo, junk news (conteúdos que imitam o formato de notícias, mas não seguem princípios jornalísticos), o papel da publicidade nos mecanismos de disseminação de notícias falsas e a responsabilidade das organizações na resposta à desinformação.
O evento como a crise de confiança, acentuada pela circulação de informações distorcidas, pode afetar negócios de diversos segmentos e destacou o papel da comunicação empresarial e do jornalismo no enfrentamento desse cenário.
A sessão contou com a participação do presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flores, e do diretor-executivo da Aberje, Hamilton Santos. A moderação ficou a cargo da presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Andréa Álvares.
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