As polêmicas do árbitro que vai apitar a final da Copa do Mundo 2026
Ler matéria →'Às vezes não sei como ajudá-lo': como diagnóstico de autismo do filho mudou a vida de Cucurella, da seleção espanhola

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- Author, Redação
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 5 min
É impossível não reparar nos longos cabelos cacheados que balançam de um lado para o outro no campo durante os jogos disputados pela Espanha nesta Copa do Mundo.
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Eles são marca do lateral espanhol Marc Cucurella, recém-contratado pelo Real Madrid— clube pelo qual jogará na próxima temporada após atuar quatro anos pelo Chelsea, da Inglaterra. Foi no time inglês que passou a comemorar seus gols pulando como um pinguim.
"Vi na internet que os pinguins escolhem um parceiro e uma família para a vida toda. E permanecem juntos para sempre. Por isso quero lembrar da minha família, que sempre me apoia nos melhores e nos piores momentos. Essa comemoração é para eles", explicou o jogador em uma entrevista coletiva.
O atleta, de 28 anos, tem três filhos— Mateo, Río e Bella— com Claudia Rodríguez. Sempre que pode, ele reforça que a família está acima do futebol. Leia também: Por que a Ucrânia passou a atacar a 'Amazon russa', gigante da logística
Cucurella vive um momento especial na carreira. Além da transferência para o Real Madrid, ele disputará no domingo (197) a final da Copa do Mundo de 2026 contra a Argentina.
Mas, embora, como ele próprio diz, pareça que a vida dos jogadores de futebol é perfeita, "que não temos problemas pessoais", a realidade é outra: "nós também temos"

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Entre os desafios cotidianos que raramente são vistos das arquibancadas está a jornada que ele enfrenta ao lado do filho Mateo, diagnosticado aos 3 anos de idade com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 de suporte.
Segundo o Boston Children's Hospital, o TEA é um transtorno do "desenvolvimento neurológico". Isso significa que ele afeta a maneira como uma criança pensa, se movimenta, fala ou se comporta. Mais de mundo
'Mudou nossa vida'
"Meu filho mais velho foi quem, de certa forma, mudou a nossa vida. Quando ele começou na escola infantil, começamos a perceber algumas diferenças. Víamos que, nas fotos das crianças brincando, ele sempre aparecia um pouco sozinho", contou o jogador à emissora pública espanhola RTVE ao lembrar como a família percebeu que o filho era autista.
"À medida que ele foi crescendo, percebemos que ele não falava, que não balbuciava muito. Essa fase foi provavelmente a mais difícil. Ver seu filho sofrer, acredito que seja uma das coisas mais duras que existem", afirmou.
Cucurella diz que tem dificuldade para falar sobre o assunto e admite que "às vezes não sabe como ajudar o filho". Leia também: São Tiago: por que 1º mártir do cristianismo se tornou símbolo de peregrinação

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Mas tudo isso o ensinou a enxergar a vida com mais paciência, empatia e sensibilidade. O jogador reconhece que sua posição como atleta de elite lhe dá uma voz importante para dar visibilidade ao tema e ajudar outras famílias.
"Estou muito feliz que, com o alcance que temos, isso ganhe repercussão e sirva para ajudar mais famílias, para que sejam abertas mais escolas ou mais centros de ajuda e apoio. Para mim, isso serviu para dar valor e priorizar as coisas que realmente são importantes", afirmou.
Principalmente porque, no início, a família não recebeu muito apoio da escola que Mateo frequentava e, como pais, se sentiram perdidos em muitos momentos.
"Não recebemos muita ajuda da escola e passamos pelos piores meses. Todos os dias íamos juntos levar o Mateo e voltávamos para casa chorando. Todos os dias", contou Claudia Rodríguez, esposa do jogador.

'Temos muito a aprender'
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