
Crédito, Getty Images
- Author, Chelsea Coates
- Role, BBC World Service
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 7 min
"Era um lugar muito acolhedor", diz Miranda Beazer, ex-dona do estabelecimento. Ela lembra que as pessoas se reuniam ali para jogar dominó ou descansar depois da missa de domingo.
Leia no AINotícia: Panorama Mundial: Notícias que Marcaram a Semana
Batizado em referência à areia rosada da praia onde funcionava, o bar era um dos pontos de encontro da comunidade até a chegada do furacão Irma, em 2017, quando os cerca de 2.000 habitantes de Barbuda foram evacuados para a ilha vizinha de Antigua.
Antes que o bar pudesse ser reconstruído, o marido dela morreu. Depois disso, incorporadoras estrangeiras começaram a oferecer grandes quantias pelo terreno, mas Beazer recusou todas as propostas.
"Não é dinheiro o que eu procuro", diz ela. "O que eu quero é continuar com minha terra." Leia também: Por que a Rússia faz o maior exercício militar com arsenal nuclear das últimas
Desde então, ela disputa na Justiça o direito de voltar a acessar a área que afirma ser sua terra.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
A questão, no entanto, esbarra nas leis fundiárias de Antigua e Barbuda.
Em Barbuda, a terra pertence coletivamente à comunidade. Na prática, os moradores podem solicitar contratos de arrendamento para ocupar determinados terrenos, mas não são proprietários privados dessas áreas. Toda a terra é comunitária, e cabe aos cidadãos o direito de serem consultados e de decidirem sobre grandes projetos de desenvolvimento. Mais de mundo
Esse sistema de posse surgiu após o fim da escravidão em Barbuda, em 1834, e foi reconhecido oficialmente pelo governo de Antigua e Barbuda em 2007, com a aprovação da Lei de Terras de Barbuda.
Beazer afirma possuir o arrendamento de 30 acres (cerca de 121 mil m²) de litoral, mas atualmente tem acesso a apenas oito.
A Global Legal Action Network (GLAN), rede de advogados que apoia Beazer, afirma que o restante da área está sendo ocupado ilegalmente pelas incorporadoras estrangeiras Murbee Resorts e Peace Love and Happiness (PLH). Leia também: A primeira vitória de João Cândido contra a Marinha na Justiça, 115 anos após a

Crédito, Miranda Beazer
Em nota, a Murbee afirma ser detentora legal de um contrato de arrendamento em Barbuda e diz que "não realizou atividades de construção em nenhuma terra para a qual não tenha autoridade legal para atuar, nem realizou qualquer construção".
A PLH afirma que "não ocupa e nunca ocupou" a área e que "seguiu rigorosamente" todos os acordos desde a assinatura de um contrato de arrendamento de terras em Barbuda em fevereiro de 2017.
Mas Beazer afirma, assim como muitos outros ativistas de Barbuda, que continua determinada a lutar pelo acesso ao local.
A terra de Beazer é a última faixa do litoral sul de Barbuda que ainda permanece acessível aos moradores locais.





Leia também no AINotícia
- Por que a Rússia faz o maior exercício militar com arsenal nuclear das últimasMundo · agora
- Drones e jatos militares dos EUA são observados perto de Cuba em meio aoMundo · 4h atrás
- A primeira vitória de João Cândido contra a Marinha na Justiça, 115 anos após aMundo · 4h atrás
- Aumento de câncer em jovens: o que estudo do Reino Unido descobriu e comoMundo · 4h atrás
