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- Author, Paula Rosas
- Role, Da BBC News Mundo
- Published Há 6 horas
- Tempo de leitura: 7 min
As regras da Fifa são claras: os jogadores não devem exibir slogans políticos e, se o fizerem, serão punidos.
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A faixa com a frase "As Malvinas são argentinas", erguida por vários jogadores da seleção argentina após a semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra na quarta-feira (15/07), em Atlanta, pode gerar uma punição da Fifa à equipe comandada por Lionel Scaloni.
Não seria a primeira vez que os argentinos recebem uma punição por esse motivo. Os sul-americanos também não seriam os primeiros jogadores a serem advertidos por exibir slogans políticos ou que não se atenham estritamente ao futebol durante uma partida.
No passado, disputas sobre Gibraltar, Kosovo ou os territórios palestinos também geraram controvérsia e, em algumas ocasiões, multas e sanções. Leia também: Como a Escócia foi de 'capital de assassinatos' da Europa a um dos lugares mais
As Ilhas Malvinas/Falklands, um território ultramarino britânico situado no sudoeste do oceano Atlântico, a 482 quilômetros da costa argentina, continuam sendo objeto de uma disputa de soberania entre os dois países.
Em 1982, Argentina e Reino Unido travaram uma guerra que durou 74 dias pela soberania do arquipélago, e foi vencida pelos britânicos.
Com esse histórico, a semifinal entre os dois rivais havia sido considerada pela Fifa uma partida de alto risco, a única nesta Copa do Mundo que mereceu essa classificação.
Apesar das provocações típicas entre as torcidas das duas equipes, que vaiaram o hino do rival e entoaram cânticos para zombar da outra seleção, a partida, bem como os momentos antes e depois dela, transcorreu sem incidentes violentos relevantes.
Mas o que aconteceu em campo depois que o árbitro apitou o fim do jogo, pode ter consequências para a equipe. O meia argentino Giovani Lo Celso exibiu a faixa que antes já havia sido vista nas arquibancadas com a reivindicação sobre as Malvinas/Falklands, e que depois também foi segurada por outros jogadores, entre eles alguns que atuam em equipes inglesas, como Lisandro Martínez. Mais de mundo
O que dizem as regras
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"O uniforme não deve conter nenhum slogan, mensagem ou imagem de caráter político, religioso ou pessoal. Os jogadores não devem exibir roupas de baixo que contenham slogans, mensagens ou imagens de caráter político, religioso ou pessoal, nem que não seja o logotipo do fabricante", estabelece o regulamento da IFAB. Leia também: Burnout já existia na Idade Média — o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar
Em caso de infração, "o jogador e/ou a equipe serão sancionados pelo organizador da competição, pela federação nacional de futebol ou pela Fifa", prossegue o texto.
Em 2014, de fato, a Fifa multou a Associação do Futebol Argentino (AFA) em US$ 33 mil depois que seus jogadores exibiram uma faixa com a mesma mensagem antes de um amistoso contra a Eslovênia, disputado antes da Copa do Mundo daquele ano.

Crédito, ALEJANDRO PAGNI / AFP via Getty Image
Naquele caso, lembra o correspondente de futebol da BBC, Dale Johnson, a AFA só foi sancionada após a Copa do Mundo "e é de se esperar que, neste caso, o prazo seja semelhante".
Os argentinos também não são os primeiros jogadores a exibir slogans que podem ser considerados políticos ou pessoais.
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