As novas regras do governo para a publicidade de bets após polêmica na Copa
Ler matéria →As dúvidas que pairam sobre a ajuda multimilionária dos EUA à Venezuela após terremotos devastarem o país

Crédito, X/Comando Sul dos Estados Unidos
- Author, Ángel Bermúdez
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 6 minutos
- Tempo de leitura: 10 min
Poucas horas depois da impactante operação militar dos Estados Unidos na qual Nicolás Maduro foi capturado em 3 de janeiro, o presidente Donald Trump surpreendeu o mundo com uma declaração não menos controversa: "Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e sensata".
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Sete meses depois, os EUA lideram os esforços internacionais para ajudar a Venezuela após o duplo terremoto que atingiu o país em 24 de junho e que causou mais de 3,5 mil mortes e deixou dezenas de milhares de pessoas desabrigadas.
Menos de um dia após os terremotos, Washington já havia anunciado que destinaria US$ 150 milhões para ajudar e que enviaria mais de 250 pessoas, entre elas bombeiros treinados em resgates sob estruturas colapsadas, médicos, paramédicos e engenheiros especializados em avaliação de riscos em prédios.
Ao todo, até agora, os EUA enviaram 2.000 pessoas ao país. Além disso, por meio do Comando Sul, os EUA destinaram aviões de transporte, helicópteros, navios da Marinha e máquinas pesadas para enfrentar a tragédia venezuelana. Leia também: As novas regras do governo para a publicidade de bets após polêmica na Copa
Mas seus funcionários, liderados pelo chefe do Comando Sul, o general Francis Donovan, e pelo encarregado de negócios da embaixada dos EUA em Caracas, John Barrett, também se reuniram com as autoridades venezuelanas, entre elas o membro mais controverso do gabinete da presidente interina, Delcy Rodríguez: o ministro do Interior, Diosdado Cabello, a quem Washington acusa de ser um narcoterrorista e por cuja captura oferece uma recompensa de US$ 25 milhões.
Esses elementos, somados às relações "excelentes" com a presidente interina das quais Trump costuma se vangloriar, bem como à suposta negativa de Washington ao retorno à Venezuela da líder da oposição, María Corina Machado, estão gerando dúvidas sobre o papel que os EUA estão desempenhando na atual emergência vivida pela Venezuela.
'Chegaram os gringos'

Crédito, X/Embaixada dos Estados Unidos em Caracas
Em um vídeo que viralizou nos dias seguintes ao duplo terremoto, um homem com um capacete amarelo comemora a chegada das forças americanas enquanto, ao fundo, é possível observar o sobrevoo de um helicóptero MV-22B Osprey.
"Bravo. Vamos. Chegaram os gringos, a ajuda humanitária", grita o homem para a câmera, com sotaque venezuelano, enquanto atrás dele se vê uma caminhonete militar venezuelana na qual vários agentes fardados estão embarcando. Mais de mundo
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Um deles se aproxima e o cumprimenta. É um homem loiro que veste um uniforme de campanha com o que parece ser o distintivo da Delta Force, a unidade de operações especiais do Exército dos EUA. Leia também: Trump ameaça destruir o Irã caso país tente assassiná-lo: 'Mil mísseis estão
O homem de capacete o cumprimenta e diz: "Bem-vindo à Venezuela!".
Após a catástrofe, os EUA foram o país que mais destinou recursos à Venezuela (US$ 386 milhões).
O valor foi canalizado por meio de diferentes organizações não governamentais, como a Federação Internacional da Cruz Vermelha, e de agências da ONU, como a Unicef e o Programa Mundial de Alimentos, "fornecendo ajuda médica de emergência, assistência alimentar, água e saneamento, abrigo, proteção e logística", segundo comunicado do Departamento de Estado à imprensa.
O Departamento de Estado afirma ter entregado "mais de 400 toneladas de ajuda essencial— kits de abrigo, kits de higiene, baldes, lonas e conjuntos de utensílios de cozinha— beneficiando cerca de 70 mil pessoas. Esses suprimentos proporcionaram alívio imediato", diz o comunicado.
Além disso, o Departamento de Estado anunciou o estabelecimento de uma "ponte aérea humanitária" da qual participarão o próprio departamento, a Amazon e a Airlink, uma ONG que atua como elo entre os setores aeronáutico e humanitário para responder a desastres.

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