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Apple e Google são acusadas de lucrar com apps que criam nudes falsos

Lojas estariam permitindo apps que violam imagens para gerar conteúdo sexual (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo A procuradoria de São Francisco, nos EUA, enviou

Apple e Google são acusadas de lucrar com apps que criam nudes falsos
Arte com o ícone azul da App Store em foco. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Lojas estariam permitindo apps que violam imagens para gerar conteúdo sexual (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A procuradoria de São Francisco, nos EUA, enviou notificações judiciais para a Apple e o Google.
  • O órgão acusa as empresas de distribuir apps de IA usados para criar imagens falsas de nudez e pede a remoção imediata de 13 deles.
  • A legislação da Califórnia proíbe a criação e venda de pornografia sintética não consensual.

Apple e Google estariam cooperando com a distribuição e a venda de apps de inteligência artificial usados para criar imagens falsas de nudez, segundo uma notificação judicial enviada às empresas pelo procurador-geral da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos.

O documento, analisado pelo portal Wired, pede a remoção imediata de 13 apps desse tipo da App Store e da Google Play. Segundo as cartas, eles usam IA para alterar imagens e simular nudez a partir de fotos de pessoas reais, apontados como facilitadores de abusos sexuais, assédios e exploração indevida de imagem.

Leia no AINotícia: Tecnologia em Destaque: Ofertas, IA, Carros Elétricos e IA da OpenAI

Para a procuradoria, isso pode violar leis da Califórnia contra pornografia sintética não consensual— e as empresas estariam lucrando com ela ao receberem comissões sobre pagamentos feitos dentro dos aplicativos.

Ao portal, o procurador-geral David Chiu afirma que “gerar imagens não consensuais é ilegal, prejudicial e totalmente inaceitável”, e diz que as empresas têm responsabilidade de “garantir que os aplicativos em suas plataformas não facilitem o abuso sexual”. Leia também: Jogos do primeiro XBOX chegam ao PC com suporte ao Game Pass

A procuradoria também aponta que alguns desses aplicativos receberam classificações indicativas baixas nas lojas digitais, chegando a aparecer como adequados para crianças.

Carta pede ação das empresas

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Aplicativos usam inteligência artificial para gerar imagens sexuais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As cartas exigem que as duas empresas removam os aplicativos identificados e encerrem relações comerciais com os desenvolvedores responsáveis. Segundo as autoridades, a legislação da Califórnia proíbe dar suporte técnico ou financeiro a serviços dedicados à criação e venda de pornografia sintética não consensual.

A pressão ocorre em meio ao crescimento dessas ferramentas de IA capazes de fazer alterações em imagens com grande fidelidade. Em geral, eles são usados contra mulheres e adolescentes, a partir de fotos comuns publicadas em redes sociais, por exemplo.

Em janeiro, o estado também abriu investigações contra a xAI, a startup de IA de Elon Musk responsável pelo Grok, após a identificação de posts em que o chatbot auxiliava na geração de conteúdo adulto com pessoas reais, incluindo menores de idade. Mais de tecnologia

Google diz ter removido apps

Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google diz ter removido conteúdo da Play Store (ilustração: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Ao portal, o Google afirmou que a loja do Android “não permite aplicativos que contenham conteúdo sexual” e que tomou medidas para detectá-los e removê-los.

A empresa afirma ter banido “centenas” de apps com funções semelhantes, e que suspendeu contas de desenvolvedores e pagamentos associados a esse tipo de ferramenta. A Apple ainda não se pronunciou sobre as a manutenção dos apps na App Store. Leia também: Tecnologia: O que rolou com IA, Xbox e promoções

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Escrito

Felipe Faustino

Felipe Faustino

Redator

Felipe Faustino é bacharel em jornalismo pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp). Escreve sobre tecnologia, eletrônicos e ciências, editoria na qual também atuou pelo Jornal da USP. Além de jornalista, fã de tecnologia e fissurado por questões de meio ambiente, é, sobretudo, apaixonado pela DC Comics e pelo SPFC.

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