O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou no sábado (23) que espera que a Super Micro Computer — fabricante de servidores que integram seus chips de IA — adote medidas mais rigorosas para garantir a conformidade com as regulações comerciais dos EUA. Segundo a Bloomberg, declaração foi feita após autoridades em Taiwan deterem três pessoas acusadas de falsificar documentos para exportar equipamentos de IA para a China.
“Insistimos que nossos parceiros cumpram as normas. Esperamos que eles aprimorem e melhorem seu cumprimento das regulamentações e evitem que isso aconteça no futuro”, disse Huang ao falar com jornalistas ao desembarcar em Taipei.
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De acordo com as investigações, os três detidos teriam apresentado declarações falsas sobre servidores de IA produzidos pela Super Micro Computer, com o objetivo de enviá-los para a China, Hong Kong e Macau — o que viola as restrições impostas pelos Estados Unidos desde 2022. A Super Micro integra chips da Nvidia e de outras fabricantes em sistemas de servidores usados em data centers para treinar e rodar modelos de IA, incluindo o ChatGPT.

Próximos passos da Nvidia
A viagem de Huang a Taipei ocorre na véspera da GTC Taipei, evento da Nvidia que começa na próxima semana. O grande destaque aguardado é o lançamento da plataforma Vera Rubin, previsto para o terceiro trimestre. Projetada para cargas de trabalho de IA agente, raciocínio e contexto longo, a nova arquitetura permitirá que as chamadas “fábricas de IA” escalem a inteligência dentro do rack e por todo o data center, com implantação segura e disponibilidade contínua.
Huang reiterou sua confiança no novo produto: “Vera Rubin será a geração de maior sucesso até agora”. Ele observou que, no passado, a empresa contava com a parceria de apenas uma ou duas empresas de ponta em modelos de IA; hoje, todas elas trabalham com a Nvidia. O executivo enfatizou que este será o maior e mais rápido lançamento da história da companhia. Mais de tecnologia
O episódio envolvendo a Super Micro Computer não foi mencionado por Huang como um risco para a parceria, mas sua declaração pública sinaliza a expectativa de que a fabricante de servidores aperfeiçoe seus controles internos. A Nvidia, líder global em chips para IA, tem seus produtos sujeitos a severas restrições de exportação para a China, e qualquer desvio pode expor a empresa a riscos regulatórios e de reputação. Leia também: Shenzhou-23: China envia astronauta para passar um ano no espaço
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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