
Crédito, Reuters
- Author, Iara Diniz e Mariana Schreiber
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo e Brasília
- Published Há 16 minutos
- Tempo de leitura: 15 min
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) admitiu ter assinado um contrato com poderes de gestão financeira sobre o filme que contará a história da vida do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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A nova declaração, contudo, vem menos de 24 horas depois do próprio Eduardo afirmar, em uma publicação nas redes sociais, que não exerceu qualquer posição de gestão no filme e que apenas cedeu seus direitos de imagem.
Nesta sexta-feira (15/5), uma nova reportagem do site The Intercept Brasil revelou que Eduardo atuou como produtor-executivo da obra, ao lado do deputao federal Mario Frias (PL-SP).
De acordo com documentos obtidos pelo site, entre eles um contrato entre Eduardo e a produtora Go Up Entertainment, sediada nos Estados Unidos, o filho de Jair Bolsonaro teria poder sobre a gestão financeira do projeto. Leia também: A incomum visita do diretor da CIA a Cuba em meio ao agravamento da crise na
Ele também teria responsabilidades sobre decisões estratégicas de financiamento, preparação de documentação para investidores e identificação de fontes de recursos para o filme, segundo o Intercept.
Após a reportagem, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais admitindo que assinou um contrato com a produtora do filme anos atrás para garantir a participação de um diretor de Hollywood, quando o filme "ainda era um sonho".
"Eu peguei R$ 350 mil e transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei para os Estados Unidos. Por quê? Para garantir o contrato com um diretor de Hollywood para que ele pudesse fazer o roteiro, começar a rascunhar, desenhar essa história que lá na frente, se conseguíssemos um investidor, ou um grupo de investidores, fazer o filme acontecer", afirmou.
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"A essa época, o meu contrato era com a produtora, que basicamente disse o seguinte: 'Eduardo, bota esse dinheiro aqui, como o risco tá cem por cento seu, eu vou te garantir aí você ser diretor executivo do filme", afirmou.
Segundo Eduardo, após surgirem investidores para o filme, e eles decidirem que a estrutura seria feita fora do Brasil, ele deixou de ser diretor executivo e recebeu o dinheiro de volta.
"Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro desse fundo que foi criado nos EUA está mentindo. Eu recebi o dinheiro de volta por conta do contrato com a produtora, mas isso não passou pelo fundo. E recebi o dinheiro que era meu." Leia também: Como terminou o encontro entre Trump e Xi Jinping na China, mais simbólico do
Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (15/5), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que a informação divulgada pelo Intercept se refere a um contrato antigo.
"Esse é um contrato antigo, formalizado com a produtora muito antes de haver toda essa estrutura lá nos Estados Unidos. Foi ali a plataforma legal para o Eduardo colocar dinheiro e segurar o roteirista, o Cyrus [Nowrasteh]", declarou.
Em nota, o deputado Mario Frias, que também aparece no contrato e é um dos produtores-executivos, disse que "Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse".
A crise envolvendo o clã Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro teve início na quarta-feira (13/5), após divulgação de um áuidio em que o senador Flávio Bolsonaro pede apoio financeiro ao dono do Banco Master para o filme sobre Jair Bolsonaro.
De acordo com a reportagem do The Intercept Brasil, Vorcaro acertou um repasse total para a obra de US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época, segundo o Intercept. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido de fato liberados entre fevereiro e maio de 2025.

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