O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajustou o discurso sobre mulheres e trabalho doméstico e afirmou nesta quarta-feira (27) que os homens têm que aprender a entrar na cozinha e a dividir os afazeres da casa com suas companheiras.
O petista deu as declarações durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras no estado do Amazonas.
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Lula afinou o discurso depois de, nesta terça-feira (26), dizer que a vida da mulher é "mais grave" porque, além do emprego, tem louça, banheiro e casa para cuidar. Ele fez essa afirmação ao defender o fim da escala 6x1, tema encampado pelo governo que está em análise no Congresso. Leia também: Oposição convoca ministro de Minas e Energia para esclarecer sobre leilão
"Não sei se vocês viram a quantidade de mulheres que trabalham aqui [na Petrobras, em Manaus]. Acabou o tempo em que mulher só era para trabalhar de secretária. Eu quando vejo uma mulher trabalhando em um estaleiro como esse, sendo soldadora, montadora, eu acho uma coisa extraordinária", iniciou Lula.
"Significa o avanço das mulheres no mundo do trabalho. Eu espero um dia que as mulheres digam aos homens: 'Nós já aprendemos a entrar no mundo do trabalho. Agora, por favor, parceiro, entre na cozinha para ajudar a gente a fazer os afazeres de casa'", completou o petista.
O presidente Lula durante discurso em Manaus nesta quarta-feira (27) — Foto: Reprodução/Canal Gov
Essa desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas. Mais de politica
Fim da escala 6x1
Lula defende fim da 6x1 e diz que mulher tem 'dupla jornada' com trabalho em casa
Nesta quarta-feira, a Comissão Especial da Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho no país deve votar o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que é favorável à mudança. Leia também: Justiça eleitoral oficializa expulsão de Aldo Rebelo do Democracia Cristã
O relatório de Prates prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da PEC.
Se aprovado pela comissão especial, o texto seguirá para análise do plenário principal da Câmara, onde deve ser analisado ainda nesta semana.
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