Apagões de até 12 horas, postos sem gasolina e lixo acumulado nas ruas: Cuba vive um dos momentos mais críticos das últimas décadas.
Após a captura na Venezuela de Nicolás Maduro, em janeiro, e o bloqueio ordenado por Donald Trump ao envio de petróleo bruto venezuelano, a já frágil economia da ilha ficou ainda mais exposta, aprofundando uma crise energética que afeta diretamente o cotidiano de milhões de pessoas. Leia também: Os planos de Renan Santos para roubar votos de Flávio Bolsonaro: 'Sou o candidato da direita'
Diante dessa situação, o governo brasileiro prepara uma doação de aproximadamente 21 mil toneladas de mantimentos ao país caribenho. A ajuda humanitária foi solicitada ao Brasil pelo governo cubano.
Outros países, como o México, também fizeram o mesmo.
O agravamento da crise fez com que o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciasse, no início de março, que estava abrindo diálogo com os Estados Unidos. Mais de mundo
Em seu discurso, Díaz-Canel disse que a prioridade do país é resolver o problema energético do país. Leia também: Coreia do Norte aproveita a guerra no Oriente Médio para reforçar arsenal nuclear
Neste vídeo, o repórter Leandro Prazeres conta o que está por trás do colapso no fornecimento de combustível, como isso impacta a população e quais opções restam ao governo de Miguel Díaz-Canel em meio à pressão internacional e ao risco de uma crise humanitária ainda maior.