TJ-RJ permite que Dr. Jairinho fale por último em julgamento do 'caso Henry Borel' , 16h51 O desembargador Sidney Rosa da Silva, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acolheu os embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e garantiu que seus advogados tenham o direito de se manifestar por último nos debates do Tribunal do Júri do “caso Henry Borel”. A decisão complementa uma liminar, anteriormente concedida no Habeas Corpus, em que o magistrado determinou que Jairinho fosse interrogado após a corré Monique Medeiros.
O desembargador reconheceu que havia omissão quanto ao pedido para que a defesa também falasse por último nos debates em plenário. Antagonismo entre os corréus No HC apresentado ao TJ-RJ, os advogados Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher sustentaram que Monique Medeiros passou a adotar versão incompatível com a de Jairinho ao longo da ação penal, atribuindo a ele a responsabilidade exclusiva pela morte do menino Henry Borel. Segundo a defesa do ex-vereador, essa mudança de postura transformou a corré em uma espécie de acusadora de Jairinho, o que justificaria o direito de ele se manifestar depois dela tanto no interrogatório quanto nos debates do júri.
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Os defensores citaram uma carta atribuída a Monique Medeiros, divulgada pela imprensa, na qual ela relata agressões e imputa a Jairinho a prática dos fatos investigados. E também mencionaram materiais apresentados ao Conselho de Sentença em que o ex-vereador é qualificado como “o verdadeiro assassino”. A defesa argumentou que o Supremo Tribunal Federal consolidou no HC 166.373/PR o entendimento de que réus delatados têm o direito de apresentar alegações após corréus que os incriminem.
Para os advogados, embora Monique não tenha firmado acordo formal de colaboração premiada, sua atuação passou a ter conteúdo materialmente acusatório contra Jairinho. Garantia da ampla defesa Ao analisar os embargos de declaração, Sidney Rosa da Silva reconheceu que a decisão liminar anterior deixou de apreciar o pedido relacionado à ordem das manifestações orais em plenário. Leia também: Até maio, pacote de bondades de Lula é o dobro do de Bolsonaro

O magistrado, então, complementou a decisão para assegurar que a defesa técnica de Jairinho fale após os advogados de Monique Medeiros. Segundo ele, a medida não causa prejuízo à corré, nem compromete o andamento do julgamento. Na fundamentação, o desembargador destacou que o ordenamento constitucional exige a observância plena da ampla defesa e do contraditório.
Ele também afirmou que a garantia não se resume ao cumprimento formal do procedimento, mas deve assegurar condições efetivas para um julgamento justo e para evitar futuras nulidades. “ O exercício da ampla defesa não se limita a observar meramente as formalidades processuais, mas sim possibilitar a mais ampla defesa, evitando-se eventuais nulidades e, sobretudo, garantindo-se um julgamento justo”, registrou o relator.
HC 0035882-13.2026.8.19.0000 Encontrou um erro? Avise nossa equipe! Ao ouvir irmão falar sobre Henry, Monique chora no sexto dia de julgamento

Jairinho faz anotações durante depoimento Bryan Medeiros da Costa e Silva, irmão de Monique Medeiros, foi o 14º ouvido no plenário do II Tribunal do Júri da Capital na tarde deste sábado, durante o julgamento do caso Henry. Ao ser questionado sobre a irmã e sobre a morte de seu sobrinho, Henry Borel, Monique não conteve as lágrimas. Mais de noticia
- Caso Henry: perícia descarta acidente doméstico, Jairinho e Monique deixam plenário, e depoimento de Leniel avança a madrugada; veja destaques do quinto dia de julgamento - Dor: Leniel relata medo de Henry em voltar para casa, é questionado pela juíza por devolvê-lo à mãe e chora ao lembrar último vídeo Sentada ao lado da defesa, ela levou uma das mãos ao rosto e chorou, chegando a soluçar em alguns momentos. Após alguns minutos, conseguiu se recompor, mas permaneceu durante boa parte do depoimento olhando para baixo.
Em diferentes momentos, também fez sinais de concordância enquanto o irmão respondia às perguntas sobre ela. Já Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, apresentou comportamento diferente durante a oitiva. O ex-vereador aparentava inquietação, mudando de posição na cadeira diversas vezes. Leia também: Panorama: Música, Loterias e Notícias Regionais
Em determinado momento, pegou uma folha de papel em branco, apoiou sobre um livro e passou a fazer anotações apoiando o material sobre a própria perna. Ao longo do depoimento, não demonstrou reações visíveis às declarações prestadas por Bryan. Durante o interrogatório conduzido pela advogada Florence, da defesa de Monique, Bryan foi questionado sobre o período em que Henry frequentava a casa da família materna, em Bangu.
A defesa perguntou se o menino, que tinha a pele muito clara, costumava aparecer com marcas ou machucados quando visitava os parentes. — Henry nunca chegou com lesões ou marcas no corpo.
Ele tinha a pele bem branquinha, se apertasse forte com certeza ele ficaria marcado — afirmou Bryan aos jurados. Segundo Bryan, Henry tinha apenas quatro anos mas já verbalizava bem as questões. Por isso, se houvesse alguma situação ele falaria imediatamente.
O irmão de Monique é uma das testemunhas arroladas pela defesa de Monique, que começou a apresentar seus depoimentos.
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