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Anvisa mantém alerta sobre produtos Ypê apesar de recurso da empresa

Mesmo com a suspensão temporária dos efeitos de sua decisão inicial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reitera a recomendação para que consumidores não utilizem lotes

Anvisa mantém alerta sobre produtos Ypê apesar de recurso da empresa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que, embora tenha recebido um recurso administrativo da fabricante Ypê – o que resulta na suspensão temporária dos efeitos imediatos da determinação de recolhimento e interdição de lotes de produtos –, o alerta de risco sanitário para os consumidores permanece. A agência continua desaconselhando o uso de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes de lotes específicos da marca Ypê, fabricados na unidade de Amparo, São Paulo, devido à identificação de risco de contaminação microbiológica (segundo o G1 e a Agência Brasil).

Recurso Administrativo e Suspensão de Efeitos

Na última quinta-feira ( ), a Anvisa havia anunciado medidas de suspensão da fabricação, comercialização e recolhimento de diversos produtos da Ypê após constatar a contaminação. No entanto, na sexta-feira ( ), a empresa Química Amparo, responsável pela marca Ypê, apresentou um recurso administrativo, que, de acordo com o Artigo 17 da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 266/2019 da Anvisa, suspende automaticamente os efeitos da medida até que haja um novo posicionamento da agência reguladora (informou a Agência Brasil). Leia também: Lula e Trump: Encontro na Casa Branca é elogiado

Em nota, a Ypê afirmou que o recurso foi protocolado para reforçar seus compromissos com o plano de ação e conformidade, bem como para apresentar novos esclarecimentos técnicos à Anvisa, mantendo-se em diálogo permanente com o órgão (de acordo com a Agência Brasil).

Alerta de Risco Sanitário Permanecem

Apesar da suspensão dos efeitos administrativos, a Anvisa enfatizou que sua avaliação técnica sobre o risco sanitário não foi revisada e, portanto, a orientação de não utilização dos produtos pelo público consumidor é mantida. O órgão regulador alertou que os itens envolvidos “continuam não recomendados para uso pelos consumidores até conclusão da análise técnica” (conforme o G1).

A fiscalização da Anvisa identificou a possibilidade de contaminação microbiológica na linha de produção da unidade da Ypê em Amparo, São Paulo (apontou a Agência Brasil). Mais de noticia

Produtos Afetados e Próximos Passos

A lista de produtos sob alerta inclui diversas variantes de detergentes lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes, todos identificados por lotes que terminam com o número “1”. Entre os desinfetantes mencionados estão o Desinfetante Bak Ypê, Desinfetante Perfumado Atol e Desinfetante Pinho Ypê, além de uma vasta gama de lava-louças e lava-roupas (detalhou o G1). Leia também: Relatório aponta JK assassinado pela ditadura, em reviravolta histórica

O recurso administrativo apresentado pela Ypê deverá ser julgado pela Diretoria Colegiada da Anvisa nos próximos dias, conforme ambas as fontes destacaram. Até lá, a empresa é responsável por orientar os consumidores sobre procedimentos para recolhimento, troca, devolução ou ressarcimento dos produtos, por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), conforme orientação da Anvisa.

O que se sabe até agora

  • A Anvisa identificou risco de contaminação microbiológica em produtos da Ypê.
  • Inicialmente, a agência suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento de lotes específicos de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes.
  • A Ypê apresentou um recurso administrativo, suspendendo temporariamente os efeitos imediatos das medidas de interdição e recolhimento.
  • A Anvisa, contudo, mantém o alerta de risco sanitário e a recomendação para que os consumidores não utilizem os produtos afetados.
  • Os lotes em questão são identificados pelo final “1” em suas numerações.
  • O recurso da empresa será julgado pela Diretoria Colegiada da Anvisa nos próximos dias para uma decisão definitiva.

Este caso sublinha a constante necessidade de vigilância sanitária para garantir a segurança dos produtos de consumo. Enquanto a análise técnica prossegue, a orientação primária aos cidadãos é seguir as recomendações da Anvisa para evitar qualquer risco potencial à saúde, em um cenário que exige transparência e agilidade por parte da empresa e do órgão regulador.

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