Alex Escobar deixa Copa do Mundo por problema de saúde: relembre o quadro
Ler matéria →Anvisa fecha plataforma Voy por operar como ‘software médico’ sem autorização Empresa oferecia programa de emagrecimento com acompanhamento online, além da entrega de medicamentos como tirzepatida e semaglutida A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira, 26, o funcionamento da Voy, uma plataforma digital focada no tratamento da obesidade e emagrecimento.
O serviço oferecia consultas médicas e acompanhamento nutricional remotos, intermediando também a entrega de medicamentos para perda de peso. Segundo a Anvisa, esse tipo de serviço é regulado pela agência como exclusivo para dispositivos ou softwares médicos— categoria na qual a Voy não está registrada e, portanto, não tem autorização de funcionamento. A empresa também não está regularizada como farmácia ou drogaria e, por isso, de acordo com a autarquia, não poderia comercializar medicamentos de qualquer natureza. Leia também: Creagummy ganha destaque após novo desdobramento em creagummy: anvisa suspende
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“Medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade“, disse a Anvisa, em nota. Com a medida, a plataforma, gerenciada pela Revia Gestão de Negócios, está proibida de oferecer e divulgar os seus serviços. Como a Voy funcionava?
A VOY se define como “uma plataforma de gerenciamento de jornada que conecta pessoas ao ecossistema de saúde e bem-estar”. Na prática, a plataforma se apresentava como uma intermediária: afirmava não ser farmácia nem clínica médica, mas permitia que clientes entrassem em contato com a sua equipe de profissionais. Mais de saude
Segundo a Voy, as consultas eram realizadas por clínicas terceirizadas e independentes, enquanto os medicamentos seriam vendidos por drogarias credenciadas. Ainda assim, no site, a empresa permitia que os visitantes conhecessem a sua “equipe de especialistas“, cujos serviços descrevia da seguinte forma: “avaliação com endocrinologistas credenciados, nutricionistas ao seu lado em toda jornada e suporte clínico todos os dias pelo WhatsApp”. Além disso, entre os tratamentos medicamentosos oferecidos pela Voy estavam semaglutida— princípio ativo do Ozempic e do Wegovy —, tirzepatida, base do Mounjaro, e a combinação naltrexona + bupropiona, presente no remédio Contrave. Leia também: Alex Escobar deixa Copa do Mundo por problema de saúde: relembre o quadro
A empresa, porém, não especificava em seu site se comercializava as versões originais ou manipuladas em farmácias magistrais. Por fim, a Voy destacava que os produtos eram registrados na Anvisa e dispensados somente com prescrição médica. A reportagem entrou em contato com a plataforma, mas não obteve retorno até esta publicação.
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