Apple tem falha que pode expor o e-mail que você tentou esconder
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- A Anthropic liberou o acesso ao modelo de inteligência artificial Claude Fable 5 globalmente após o governo dos EUA retirar as restrições de exportação.
- O modelo foi proibido devido à possibilidade de jailbreak, que poderia permitir o uso em ataques cibernéticos, mas a Anthropic implementou um classificador de segurança para bloquear esse comportamento.
- O Fable 5 está disponível via web, Claude Platform, Claude Code e Claude Cowork, com um controle de 50% do limite semanal de uso até o dia 7 de julho.
A Anthropic liberou o acesso ao modelo de inteligência artificial Claude Fable 5 globalmente nesta quarta-feira (01/07). Tanto ele quanto o Claude Mythos 5 sofreram restrições de exportação, aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, mas as ordens foram removidas na terça-feira (30/06).
O Fable 5 está disponível via web, Claude Platform, Claude Code e Claude Cowork. Apesar do lançamento, ainda haverá um controle de 50% do limite semanal de uso até o dia 7 de julho. Já o acesso via AWS, Google Cloud e Microsoft Foundry será reativado “assim que possível”, de acordo com a Anthropic.
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O Mythos 5, versão mais avançada, segue disponível apenas para empresas participantes do programa Glasswing, como Amazon, Google, Apple, Microsoft, Nvidia e CrowdStrike.
Anunciados no início de junho de 2026, os modelos prometem mais capacidade para atividades complexas, como trabalhos de codificação, uso de ferramentas, resolução de gráficos e até testes de jogos.
Por que o Fable 5 foi proibido?
No dia 12 de junho, o Departamento de Comércio dos EUA aplicou um controle de exportação ao Fable 5 e ao Mythos 5, proibindo seu uso por indivíduos estrangeiros, estivessem eles dentro ou fora do país. A Anthropic alegou que seria impossível comprovar a nacionalidade dos usuários, o que levou à decisão de suspender o acesso de forma generalizada. Leia também: Prime Day 2026 ganha destaque após novo desdobramento em prime day 2026
De acordo com relatos na imprensa internacional posteriormente confirmados pela própria Anthropic, a Amazon demonstrou ao governo americano que era possível fazer um “jailbreak” nos modelos de IA. Com isso, eles poderiam ser forçados a ler códigos-fonte de terceiros e identificar falhas de segurança, o que abriria a possibilidade de uso em ataques cibernéticos em larga escala.
O que a Anthropic fez para conseguir a liberação?
No texto sobre o relançamento do Fable 5, a Anthropic diz ter trabalhado com o governo dos EUA e outros parceiros, como a própria Amazon, para avaliar o caso.
Dessa forma, a companhia implementou um classificador de segurança visando bloquear o comportamento descrito no relatório. A empresa diz que esse mecanismo é capaz de bloquear mais de 99% das tentativas de se aproveitar da falha e, nas situações restantes, as informações fornecidas ao usuário são insuficientes para ajudar em um ataque cibernético.
A colaboração com o governo americano vai continuar. No X, a Anthropic escreveu: Mais de tecnologia
Estamos ampliando nossa colaboração com o governo dos EUA na testagem e salvaguarda de modelos. Isso incluirá acesso antecipado aos modelos e salvaguardas para avaliação, compartilhamento de informações sobre jailbreaks e recursos dedicados para pesquisa conjunta.
Outra iniciativa é um rascunho de framework para avaliar jailbreaks e como deve ser a resposta a eles. As empresas participantes do projeto Glasswing estão envolvidas nessa discussão.
A Anthropic avisa que tarefas de rotina, como geração de código e verificação de bugs, serão direcionadas ao Opus 4.8. Isso não deve mudar no curto prazo. Leia também: Apple tem falha que pode expor o e-mail que você tentou esconder
A companhia também esclarece que, embora o Mythos 5 tenha habilidades avançadas para encontrar vulnerabilidades de software, isso não acontece com o Fable 5. Mesmo assim, o modelo tem proteções de segurança mais rígidas.
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Escrito
Giovanni Santa Rosa
Repórter
Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.
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