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Gabriela Echenique
Brasília
Em meio à pressão da BYD para a retomada de benefícios fiscais, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) enviou um ofício ao presidente Lula e ministros cobrando o compromisso do governo de restabelecer a cobrança de 35% dos veículos elétricos e híbridos importados.
A cobrança do imposto passa a valer em julho, mas a montadora chinesa quer que o governo prorrogue o seu início.
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Na próxima terça-feira (23), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) pode discutir também se libera as cotas para a importação dos veículos elétricos livres de imposto, que expiraram em janeiro deste ano. Leia também: Camilo é tido como favorito para assumir liderança do governo no Senado caso
Quando as cotas estavam em vigor, a fábrica chinesa conseguia trazer peças dos carros para o Brasil sem pagar impostos e apenas montava o carro aqui.
Diante do novo cenário, a Anfavea decidiu fazer pressão do outro lado e cobrou que o governo não renove as cotas, nem prorrogue o início da cobrança da alíquota de 35%.
Os benefícios tinham sido concedidos após um movimento feito pelo então ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA), que defendeu os pleitos da BYD. Integrantes do Ministério da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) são mais reticentes. Mais de politica
"Observou-se um crescimento de 214% dos emplacamentos de veículos eletrificados importados, entre 2023 e 2025. O país perdeu duplamente: na arrecadação e no impacto das vendas de veículos produzidos nacionalmente", diz o documento.
A Anfavea cita medidas adotadas em outros países para proteger a indústria nacional, como Estados Unidos e União Europeia e reforça que as isenções tarifárias afetam a geração de emprego no país. Leia também: CFM e ex-ministro de Bolsonaro criticam fato de vacina do Butantan
"A preservação do cronograma de recomposição tarifária também é essencial para a manutenção e a criação de empregos qualificados", afirma.
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