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- Author, Jeremy Bowen
- Role, Editor internacional, BBC News
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 5 min
Os Estados Unidos e o Irã já sinalizaram que gostariam de não reiniciar a guerra que foi suspensa com o anúncio do cessar-fogo no dia 8 de abril.
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Nenhum dos lados permitiu que a pressão dos ataques mútuos pusesse fim às negociações mediadas pelo Paquistão, Catar e outros países.
Os Estados Unidos ainda mantêm seu poderio naval e aéreo a pouca distância do Irã. E é provável que o regime iraniano continue mantendo suas forças de prontidão e faça uso do cessar-fogo para se reorganizar e reparar os danos causados pelos Estados Unidos e Israel.
A tensão armada na região do Golfo traz o claro risco de erros de cálculo e de percepção de ambos os lados. Leia também: Aulas de português e goleada contra o Panamá: o caminho de Ancelotti para
Os Estados Unidos tentam manter sua pressão sobre o regime de Teerã em busca de concessões, demonstrando que eles estão próximos e são capazes de causar graves danos.
Já o Irã relembra aos americanos que sua determinação de resistir não diminuiu e, se necessário, eles atacarão bases dos Estados Unidos e a infraestrutura do Golfo como um todo.
Os primeiros objetivos do que seria um longo e, talvez, inalcançável caminho para um acordo maior entre os Estados Unidos e o Irã seriam a manutenção do cessar-fogo e a definição de um "memorando de entendimento" para novas negociações entre as partes.
Mas vem se mostrando difícil conseguir este acordo.
Os iranianos irão exigir um preço, talvez na forma de alívio de sanções ou descongelamento de ativos, para a reabertura do estreito de Ormuz, que parece ser um pré-requisito para qualquer negociação séria. Mais de mundo

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A Arábia Saudita está bombeando parte do seu petróleo para os seus portos do mar Vermelho e os Emirados Árabes Unidos têm um oleoduto que leva aos terminais do seu pequeno trecho de litoral em frente ao golfo de Omã, após o estreito de Ormuz.
Ainda assim, o resto do mundo perdeu cerca de 20% do seu abastecimento habitual de petróleo e gás, entre outras exportações de vital importância.
Manter o estreito fechado é sinônimo de desastre para grande parte da economia mundial. Os Estados Unidos não dependem mais do petróleo do Golfo, mas os preços da gasolina no país ainda são definidos pelo mercado global de petróleo.
O presidente americano, Donald Trump, está em um beco sem saída, enredado nas consequências do seu grave erro ao ir para a guerra esperando uma vitória fácil.
Trump e seu aliado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fatalmente subestimaram o grau de preparo da República Islâmica para enfrentar os seus ataques e resistir. Agora, Trump não tem uma saída fácil e o regime iraniano quer preservar esta situação.

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