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Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio

Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano Crédito, Reuters Legenda da foto, Embarcações fotografadas no estreito de Ormuz

Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio
Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano
Embarcações fotografadas no estreito de Ormuz nesta segunda-feira (15/6), em foto tirada de Omã

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Embarcações fotografadas no estreito de Ormuz
Article Information
    • Author, Jeremy Bowen
    • Role, BBC News
    • Reporting from, Beirut
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 7 min

A guerra contra o Irã foi o maior erro de política externa do presidente americano, Donald Trump, até aqui. Ela reduziu a capacidade dos Estados Unidos de deter seus inimigos.

Leia no AINotícia: Acordo EUA-Irã: Paz é assinada eletronicamente, mas taxas em Ormuz já geram controvérsia

A guerra prejudicou as alianças americanas com as monarquias árabes do Golfo Pérsico, produtoras de petróleo. Seu modelo de negócios como ilhas de estabilidade na turbulência do Oriente Médio levará anos para se restabelecer.

Em conversas privadas, autoridades daqueles países já falam em diversificar suas alianças e da necessidade de encontrar formas de conviver com o Irã, seu vizinho do outro lado do golfo.

A China também observou atentamente os Estados Unidos queimando seus estoques de armas, de difícil reposição, atingindo os limites do seu poderio. Leia também: Os desafios de Lula no G7 para não ficar escanteado em meio ao foco em crises

Considerando que não haja mais nenhum contratempo de última hora, o acordo põe fim a uma guerra baseada na leitura errônea, feita por Israel e pelos Estados Unidos, sobre o poderio do seu inimigo em Teerã.

Ele irá criar um enorme suspiro de alívio entre as pessoas que tiveram suas vidas viradas do avesso pelo guerra, a começar pelos civis na linha de fogo.

O acordo reabre o estreito de Ormuz, segundo Trump, aliviando a pressão sobre a economia global e a vida real de centenas de milhões de pessoas que enfrentam sérias dificuldades em todo o mundo.

Milhares de pessoas foram mortas no Oriente Médio. Casas e empresas foram destruídas.

O impacto sobre a produção de fertilizantes, que depende de matérias-primas exportadas pelo estreito, poderá levar pessoas em países pobres a passar fome no segundo semestre do ano. Este risco é particularmente alto na África subsaariana. Mais de mundo

Não se trata de um acordo de paz. Os negociadores afirmam que o texto completo tem 14 pontos, em duas páginas, mas ele ainda não foi publicado.

Além de reabrir o estreito, o memorando de entendimento estende o cessar-fogo e levanta o bloqueio dos portos iranianos pela marinha dos Estados Unidos.

Ele deixa as questões mais delicadas para negociações futuras, que irão incluir o futuro do programa nuclear iraniano e o nível de redução das sanções que Teerã irá receber, em troca de concessões. Leia também: Mundo & Esporte: Acordo EUA-Irã, Racismo na Copa e Messi em 2026

Iranianos andam ao lado de um cartaz com a imagem dos líderes supremos do Irã já falecidos, no dia 15 de junho

Crédito, EPA

Legenda da foto, Os ataques surpresa de Israel e dos Estados Unidos mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, mas não levaram ao fim do regime

Agora, o calendário volta para o dia 27 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses se preparavam para atacar, armando suas aeronaves, orientando suas tripulações e programando alvos para os seus mísseis.

Em Genebra, na Suíça, o Irã e os Estados Unidos travavam o que foi informado ao mundo como sendo negociações essenciais para controlar os planos nucleares do Irã.

Grande quantidade de navios estacionados ao nascer do sol no Golfo Pérsico
Legenda da foto, A reabertura do estreito de Ormuz reduzirá as pressões sobre a economia global e sobre a vida real de centenas de milhões de pessoas

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