Acordo EUA e Irã: o que pode dar errado e as perguntas ainda em aberto
Ler matéria →Alcolumbre sai em apoio a Jaques Wagner e reclama de condenações antecipadas; veja repercussão

Crédito, Jefferson Rudy/Agência Senado
- Author, Mariana Schreiber
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília
- Published Há 24 minutos
- Tempo de leitura: 5 min
A operação da Polícia Federal que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (18/6), dentro das investigações do escândalo do Banco Master, provocou reações de apoio e ataque ao líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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"Meu apoio, a minha solidariedade integral a um colega senador da República, e eu tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas e um dia elas serão julgadas. E é lá, nesse dia, que a pessoa pode ser condenada ou inocentada", disse, em declaração a jornalistas.
Alcolumbre reclamou ainda do fato de políticos serem tomados como culpados assim que são alvos de operações e fez referência a parlamentares de diferentes partidos terem sido atingidos, sem citar nomes.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também é suspeito de ter favorecido o Master em troca de propina, enquanto o senador Flávio Bolsonaro negociou o repasse de dezenas de milhões de reais do banco para bancar um filme sobre seu pai Jair Bolsonaro (PL) e chegou a se encontrar com o banqueiro Daniel Vorcaro após sua primeira prisão, quando estava solto com monitoramento eletrônico. Leia também: Acordo EUA e Irã: o que pode dar errado e as perguntas ainda em aberto
Tanto Nogueira quanto Flávio negaram repetidas vezes qualquer envolvimento em irregularidades.
"Eu vou falar para vocês, na condição de presidente do Congresso Nacional: é muito triste, todo mundo é culpado e condenado antes de ser julgado", criticou Alcolumbre.
"Todos desse país podem ser investigados. Todos podem ter, por parte do Judiciário, algum questionamento. E isso é normal no Estado Democrático de Direito. Mas todos também têm que ter a presunção da inocência, seja ele senador ou deputado federal do PT, ou seja eleito senador ou deputado federal do PL", disse.
Ele criticou ainda o fato de políticos do PT comemorarem quando políticos do PL são alvo de operações e vice-versa.
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"Mas tá muito difícil, porque a polarização no Brasil está nos trazendo esse dilema. Porque não é mais o amor que vai prevalecer, é o ódio", continuou.
Logo após o anúncio da operação contra Wagner, Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, atacou o PT. Leia também: Líder do governo Lula no Senado é alvo de nova fase de operação contra Banco
A fala ocorreu durante o anúncio de 12 medidas para a segurança pública em São Paulo, em evento de sua pré-campanha presidencial. O anúncio foi feito ao lado do senador Sérgio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná.
"O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal com operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal, Jaques Wagner. Como nós sempre dizemos, o cerne de todo esse problema [do Banco Master] era o PT da Bahia e agora começa a vir a tona", disse Flávio.
"Então, um péssimo dia para o Comando Vermelho, para o PCC e também para o PT", continuou.
Já o presidente nacional do PT, Edinho Silva, emitiu uma nota na qual afirma que Wagner é "depositário de toda a nossa confiança".
"Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados", diz o presidente do PT.

Entenda a operação contra Jaques Wagner
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