← Notícias
Notícia

Alcolumbre escala aliados de Lula para relatar pautas prioritárias antes

Oposição busca Alcolumbre e Motta para tentar frear propostas de Lula Movimento mira pautas que Planalto quer transformar em vitórias antes da eleição, como 6x1

Alcolumbre escala aliados de Lula para relatar pautas prioritárias antes das

Oposição busca Alcolumbre e Motta para tentar frear propostas de Lula Movimento mira pautas que Planalto quer transformar em vitórias antes da eleição, como 6x1, Segurança e fim da taxa das blusinhas A oposição tenta aumentar a pressão sobre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para frear o avanço de propostas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende explorar na campanha pela reeleição. No centro da disputa estão o fim da escala 6×1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a medida provisória que permite zerar a chamada taxa das blusinhas, três pautas que o Planalto quer fazer avançar antes do primeiro turno.

O principal movimento público até agora parte de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Marinho se reuniu com Alcolumbre na semana passada para pedir que a PEC da 6×1 não seja votada durante a campanha e articula um novo encontro. A estratégia inclui apresentação de emendas, pedidos de vista e manutenção dos prazos regimentais para tentar empurrar a decisão para depois das eleições.

Leia no AINotícia: Copa Feminina 2027: Maracanã será palco de abertura e final no Rio

de WhatsApp do MetrópolesO calendário ganhou importância também pela situação eleitoral. Pesquisas nacionais recentes mantêm Lula à frente de Flávio no primeiro turno, embora a disputa tenha se estreitado. O Datafolha divulgado em 21 de agosto mostrou o petista seis pontos à frente do senador, enquanto a Quaest de 14 de agosto apontou Lula com 38% e Flávio com 31%, em 1º turno.

Nos cenários de segundo turno, a distância é menor e há levantamentos que indicam empate técnico. Reaproximação com Alcolumbre destravou pautas A pressão ocorre justamente depois de Lula reconstruir a relação com Alcolumbre. Leia também: 'Dark Horse' ganha destaque após novo desdobramento em dark horse: perícia diz

Os dois passaram meses em tensão depois que o Senado rejeitou, em abril, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado defendia Rodrigo Pacheco para a vaga, e o episódio abriu uma crise que se refletiu diretamente na pauta. As ropostas de interesse do Planalto ficaram paradas na Casa.

A trégua começou a ser construída em agosto e culminou em um almoço na quarta-feira (26/8), no Palácio da Alvorada, entre Lula, Alcolumbre e Motta. O presidente cobrou o avanço de prioridades do governo e, depois do encontro, Alcolumbre afirmou que as PECs da 6×1 e da Segurança devem ser analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana. A MP das blusinhas também entrou no acordo porque perde a validade em 8 de setembro.

As três pautas no radar do Planalto:- Fim da escala 6×1: reduz a jornada máxima semanal e dá dois dias de descanso;- PEC da Segurança: amplia a integração entre forças de segurança e constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública;- Taxa das blusinhas: MP permite ao governo zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. 6×1 concentra reação da oposição

A PEC da 6×1 é hoje o principal foco da ofensiva. A Câmara aprovou o texto em dois turnos em 27 de maio, por 472 votos a 22 no primeiro e 461 a 19 no segundo. A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso, sem redução salarial.

Depois de chegar ao Senado, porém, ficou 85 dias parada à espera de despacho de Alcolumbre. Agora, o texto está mais perto de uma votação. O relator na Casa, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou nesta quinta-feira (27/8) parecer favorável na CCJ e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara, estratégia que evita uma nova passagem pelos deputados caso a proposta seja aprovada pelo Senado. Mais de noticia

A oposição apresentou emendas e pretende usar instrumentos regimentais para retardar a análise. Mesmo que passe pela CCJ, a PEC ainda precisa de pelo menos 49 votos em dois turnos no plenário do Senado. Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles Frequência de envio: Diário Segurança e taxação das blusinhas também são prioridades

A PEC da Segurança percorreu caminho parecido. Enviada pelo governo ao Congresso em 2025, foi aprovada pela Câmara em 4 de março deste ano, com 461 votos favoráveis e 14 contrários no segundo turno, e chegou ao Senado em 10 de março. Ficou praticamente parada até 21 de agosto, quando Alcolumbre finalmente a enviou à CCJ. Leia também: Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Lula à Globo

O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), anunciou que pretende manter o texto da Câmara sem alterações para acelerar a tramitação. A proposta amplia a integração entre forças de segurança, constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e reforça fundos destinados à área. No caso das blusinhas, o prazo é ainda mais apertado.

Em 2024, o Congresso instituiu uma alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, medida sancionada por Lula. Em maio deste ano, o presidente editou uma MP para permitir que a Fazenda reduzisse novamente a cobrança a zero. O texto precisa ser aprovado pela comissão mista e pelos plenários da Câmara e do Senado até 8 de setembro.

Se perder a validade, a autorização criada pelo governo deixa de valer. A resistência nesse caso é menos homogênea na oposição, já que parlamentares também avaliam o custo eleitoral de defender a retomada da cobrança. Disputa também é pelo calendário

A disputa, portanto, é também pelo relógio do Congresso. Lula tenta chegar à reta final da campanha com avanços em pautas de forte apelo social e na segurança pública, enquanto aliados de Flávio buscam evitar que essas votações se transformem em vitórias políticas do presidente às vésperas das urnas. Alcolumbre e Motta estão no centro desse embate porque controlam o ritmo das duas Casas, e porque ambos reconstruíram, nos últimos meses, uma relação mais próxima com o Planalto.

'Dark Horse' ganha destaque após novo desdobramento em dark horse: perícia diz
Noticia

'Dark Horse' ganha destaque após novo desdobramento em dark horse: perícia diz

Ler matéria →

Leia também