Pneu furado, cartão recusado, briga por banheiro: a aventura de 5 amigos
Ler matéria →Desde o início da guerra de 12 dias entre Israel e Irã, em 2025, Teerã impede o acesso da AIEA a instalações nucleares.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, discursa durante uma coletiva de imprensa na usina nuclear de Fukushima Daiichi, em Okuma, província de Fukushima, Japão, na quarta-feira,.— Foto: Kyodo News via AP
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou nesta quarta-feira (24) que a retomada das inspeções às instalações nucleares iranianas deve ocorrer em algum momento, apesar das divergências recentes entre Estados Unidos e Irã sobre o tema.
Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama
A declaração é a indicação mais firme até agora da agência da ONU de que os inspetores voltarão a ter acesso aos locais de enriquecimento de urânio, considerados essenciais para monitorar o programa nuclear iraniano.
Desde que Israel lançou uma ofensiva de 12 dias contra o Irã em 2025, Teerã impede visitas da AIEA a instalações onde, segundo a agência, há estoques de urânio altamente enriquecido. Estimativas apontam que o material poderia ser suficiente para a produção de até dez armas nucleares, caso o país decidisse desenvolver esse tipo de armamento.
O governo iraniano nega essa intenção e sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos. No início da semana, autoridades americanas e iranianas deram versões conflitantes sobre a possibilidade de retomada das inspeções. Leia também: Israel e Líbano discutem projeto para transferência de território do sul
Em entrevista coletiva na usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, Grossi ressaltou que um memorando de entendimento assinado pelos presidentes dos Estados Unidos e do Irã prevê a supervisão da AIEA sobre as atividades nucleares abrangidas pelo acordo.
Segundo Grossi, o documento estabelece explicitamente que as atividades relacionadas a instalações e materiais nucleares serão supervisionadas pela agência.
“Obviamente, para isso, precisamos realizar inspeções. Se isso acontecer depois de amanhã, em uma semana ou em dez dias, é importante, mas não essencial. Isso vai acontecer”, disse.
As inspeções são consideradas um dos pilares do acordo provisório entre Washington e Teerã, que prevê a diluição dos estoques iranianos de urânio enriquecido.
Irã nega inspeções
O presidente Donald Trump acena ao chegar a bordo do Marine One à Base Conjunta Andrews, em Maryland, no domingo, após uma viagem a Camp David e Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mostra assinatura em memorando de entendimento com os EUA, em— Foto: Photo/Mark Schiefelbein e Gabinete Presidencial do irã via AP Mais de mundo
Na terça (23), o Irã negou ter aceitado vistorias a suas instalações nucleares como parte das negociações com os Estados Unidos previstas no acordo firmada entre os dois países.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retrucou e insistiu que negociadores iranianos aceitaram a vistoria durante a primeira rodada de negociações pós-acordo, realizadas no fim de semana na Suíça. E ameaçou encerrar as tratativas, dando fim ao acordo de paz firmado entre os dois países. Leia também: Pneu furado, cartão recusado, briga por banheiro: a aventura de 5 amigos
"Se eles não concordassem com isso, não haveria mais negociações!", disse Trump em sua rede social Truth Social.
O presidente norte-americano disse ainda que só aceitou levantar o bloqueio naval que a Marinha dos EUA faziam na entrada do Estreito de Ormuz porque negociadores iranianos teriam aceitado as vistorias nucleares.
"Baseado nessa e em outras grandes concessões feitas pelo Irã, eu concordei em permitir que o Estreito de Ormuz siga aberto, sem novos bloqueios navais".
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o país não realizou nenhuma reunião com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na Suíça, nem planeja permitir que o órgão de fiscalização nuclear da ONU inspecione suas instalações nucleares danificadas pela guerra contra os EUA.
Agora no g1
- Irã
- ONU
Leia também no AINotícia
- Pneu furado, cartão recusado, briga por banheiro: a aventura de 5 amigosMundo · agora
- Israel e Líbano discutem projeto para transferência de território do sulMundo · agora
- Por que a solidão equivale a fumar 15 cigarros por dia (e os impactos destaMundo · 4h atrás
- Brasil ou Escócia? O guia brasileiro que comanda a torcida em GlasgowMundo · 4h atrás
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/M/H5ZlbJTtK98f85kD2Sng/ap26175170715272.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/5/K/PDnrAUTMSG8WGgp2YEWg/2026-06-20t085155z-1061599908-rc2kxla6cfdz-rtrmadp-3-iran-crisis-israel-lebanon.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/N/tKxkapSvay7AX74iQ3gQ/fotojet-21-.jpg)