Entenda o peso das alianças partidárias para Lula e Flávio Bolsonaro
Ler matéria →A Polícia Federal (PF) apresenta, nesta quinta-feira (6), o resultado de investigação criminal sobre a queda do avião ATR 72-500 que matou 62 pessoas em agosto de 2024, em Vinhedo (SP). O g1 transmite a coletiva ao vivo, a partir das 14h (acompanhe aqui). Diferentemente do relatório final da Força Aérea Brasileira (FAB) divulgado em, que busca apontar fatores contribuintes e prevenir novos acidentes, o inquérito policial tem como objetivo apurar se houve crimes e eventuais responsáveis pela tragédia.
Segundo apuração da EPTV, emissora afiliada da TV Globo, funcionários da administração da companhia aérea deverão ser responsabilizados criminalmente. Os indiciados deverão responder por processos criminais, com o acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF). Segundo apuração da GloboNews, o inquérito policial da PF levou em consideração o crime de atentado contra a segurança ao transporte aéreo, previsto desde a instauração na data do acidente, além de agravantes previstos no Código Penal, como o perigo que resulta na queda da aeronave e com resultado em mortes.
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➡ O atentado contra a segurança do transporte aéreo é crime previsto no Artigo 261 do Código Penal Brasileiro, punindo atos que expõem a perigo aeronaves ou dificultam a navegação. A pena varia de 4 a 12 anos de prisão com o agravante de queda, mas quando há o resultado morte como qualificadora, a pena pode dobrar.
Em nota, a Voepass disse que aguarda a divulgação oficial do relatório da PF para conhecer integralmente seu conteúdo e se manifestar. Depois do relatório da FAB, em julho, a companhia aérea afirmou que o acidente foi o episódio mais grave de sua história e destacou que prestou apoio às famílias das vítimas desde o primeiro momento— leia a nota na íntegra abaixo.- Cenipa aponta 'cultura de normalização de desvios' na Voepass- VÍDEO:
simulação mostra voo da Voepass da decolagem à queda- Cenipa cita conversas pessoais de pilotos e 'esquecimento' do sistema de degelo Escombros de avião em Vinhedo (SP) neste sábado, dia— Foto: Nelson Almeida/AFP Famílias tiveram acesso à transcrição de conversas No fim de junho, representantes das famílias tiveram acesso pela primeira vez à transcrição das conversas registradas na cabine da aeronave. Leia também: Incêndio na Ponte JK: Cabeleireiro compra novo carro no mesmo dia
O documento integra o laudo produzido pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), que embasa o inquérito da PF. As conversas eram aguardadas porque poderiam ajudar a esclarecer os momentos finais do voo, incluindo se os pilotos comentaram ou acionaram o sistema de degelo— uma das hipóteses investigadas desde o acidente. Ao final de quase 200 páginas, a conclusão do laudo da Polícia Federal é: a tragédia foi resultado da combinação entre falhas recorrentes no sistema de degelo, operação em uma área de formação severa de gelo, falhas na execução dos procedimentos previstos pelo fabricante e sucessivas barreiras de segurança que deixaram de funcionar antes do voo que terminou com a morte de 62 pessoas.
O documento destaca que o acidente foi precedido por uma sucessão de falhas recorrentes que envolveram diferentes pilotos e o despachante operacional, profissional que atua no solo e auxilia no planejamento do voo. Segundo a perícia, tripulações anteriores omitiram panes graves no diário de bordo técnico para evitar que a aeronave ficasse parada, enquanto o Despachante Operacional de Voo (DOV) liberou a decolagem mesmo com equipamentos obrigatórios inoperantes e previsão de gelo severo na rota. A análise da PF mostrou que a tripulação convivia com falhas no sistema de degelo, e o áudio da caixa-preta revelou o piloto reclamando antes da queda: "
Essa bosta não tá funcionando, né? ". O relatório do Cenipa Paralela à investigação da PF, o Cenipa apurou fatores que contribuíram para o acidente aéreo e divulgou um relatório.
O órgão da FAB fez dezenas de perícias para reconstruir o voo e entender a sequência de eventos que levou à queda da aeronave. ➡️ Entre os principais trabalhos realizados estão:- análise das duas caixas-pretas (gravador de voz da cabine e gravador de dados de voo);- reconstrução completa do voo, incluindo comandos feitos pelos pilotos e alertas emitidos pela aeronave;- exames nos motores e nos sistemas de degelo e de proteção contra estol;- análise das condições meteorológicas registradas no dia do acidente;- entrevistas com pilotos, mecânicos, despachantes e familiares dos tripulantes;- estudo de mais de 15 mil voos realizados por aeronaves da mesma frota da companhia;- testes em simuladores e um voo experimental com outro ATR 72-500;- análise de registros de manutenção, certificados médicos dos pilotos e outros documentos técnicos. Mais de noticia
Segundo o Cenipa, também foram analisados equipamentos responsáveis pelo controle de diferentes sistemas da aeronave e até as lâmpadas dos painéis do avião para verificar quais estavam acesas no momento da queda. Caixa preta da aeronave que caiu em Vinhedo (SP).—
Segundo o advogado Leonardo Amarante, a medida não substitui as ações individuais de indenização já em andamento. A intenção é buscar a responsabilização de empresas, pessoas físicas e eventuais instituições que tenham contribuído, por ação ou omissão, para a tragédia.- Áudios inéditos mostram conversas entre pilotos e controle aéreo minutos antes da queda; OUÇA- Bilhete de amor, terço e alianças: objetos saem intactos da tragédia e viram relíquias para famílias enfrentarem saudade
Protesto de familiares das vítimas da queda de avião em Vinhedo— Foto: Gabriella Ramos/g1 Relembre o acidente O acidente aconteceu em. As 62 pessoas a bordo, incluindo 58 passageiros e quatro tripulantes, morreram. Leia também: Eleições 2026: Mulheres Lideram Eleitorado e Podem Definir Resultados
Nenhum morador da residência atingida ficou ferido. Foi o acidente mais grave da aviação brasileira desde o desastre com o voo da TAM, em 2007. O que diz a Voepass
A queda do voo 2283, em, foi o episódio mais difícil da história da VOEPASS. Desde o momento do acidente, a empresa esteve solidária às famílias das vítimas, compartilhando uma dor que permanece presente em sua memória. Em mais de 30 anos de operações na aviação brasileira, a companhia jamais havia enfrentado uma situação como essa.
Ao longo de três décadas, sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação. A atuação da empresa sempre esteve pautada em padrões de segurança internacionais, contando inclusive com a certificação IOSA desde 2012, um requisito de excelência operacional emitido apenas para empresas auditadas IATA. A tripulação do voo 2283 era experiente, capacitada e devidamente certificada, acumulando mais de 5.000 horas de voo e com treinamentos técnicos e acompanhamentos de saúde rigorosamente atualizados, sem qualquer registro prévio ou fator que impedisse sua atuação.
Desde o início das apurações, a VOEPASS atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas e segue à disposição de todas as instituições e agentes envolvidos para colaborar com o que for necessário.
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