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O técnico Abel ferreira, do Palmeiras, analisou o empate sem gols com o Internacional no Nubank Park, neste domingo (9). O português afirmou que dois fatores explicam o resultado: um Palmeiras pouco inspirado tecnicamente e um Inter que 'estacionou o ônibus na frente do gol":
Uma parte é da responsabilidade e mérito do nosso adversário e a outra é falta de inspiração nossa. O mérito que o adversário teve de? na Inglaterra usam um termo, mas eu não quero utilizar aqui. Mas foi isso que o adversário fez. Foi estacionar o ônibus à frente do gol e esperar pelas transições.
Abel Ferreira, analisando empate entre Palmeiras e Inter.
Leia no AINotícia: Esporte: Panorama do Futebol Nacional e Internacional
O que ele falou?
O treinador considerou que as chances mais perigosas do Inter surgiram de erros palmeirenses, afirmou que tais erros não podem acontecer, e admitiu dificuldade do Palmeiras em marcar o 'falso 9' Alan Patrick: Leia também: Palmeiras empata com Inter e perde a chance de ampliar vantagem na ponta
No primeiro tempo demos muito tempo e espaço para nosso adversário ter a bola e a posse foi 50/50. E foi por essa razão, o Alan Patrick baixava e nossos meias ficavam na dúvida se andavam uma casa para trás ou para frente, e essa dúvida fez com que o adversário tivesse mais a bola, sem criar oportunidades, e as oportunidades que criaram, as finalizações foram mais por perdas de bola nossas, que não podemos perder.
Abel Ferreira, treinador do Palmeiras.
Ainda sobre o jogo, Abel afirmou que o Palmeiras costuma enfrentar advserário recuados no Nubank Parque, mas viu uma tarde tecnicamente abaixo do time alviverde diante de sua torcida:
Nós já temos de estar habituados. As equipas vêm jogar aqui ao Palmeiras. aqui ao Nubank Park, os nossos torcedores que se preparam para isto, defender com 10 jogadores dentro da área, que foi o que fez o nosso adversário, 10 dentro da área, e esperar por uma perda de bola nossa, por um erro nosso. Hoje acabamos por empatar o jogo, mas tenho que dizer que na segunda parte faltou-nos inspiração para o melhor cruzamento, para o melhor passe, para o melhor 2 contra um, para a melhor finalização, para o melhor domínio e rematar no gol. Acho que em termos técnicos tivemos muito abaixo do que qualquer um jogador desta equipa pode fazer. Começando os 3 da frente, pelos 2 volantes, pelos 2 homens de fora, os 2 laterais, acho que em termos técnicos tivemos muito abaixo.
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras.
O que mais ele disse?
Palmeiras pouco inspirado e Inter recuado: Eu não alterei a forma de trabalhar da 3 semanas atrás quando fomos jogar em Curitiba. Sim, se me perguntas, as opções são as mesmas. Temos jogadores lesionados, mas é isto, esta é uma competição que nós sabemos que é difícil. Tu vais ver a pontuação, a classificação do 5º para o que está na linha da água são 6, 7 pontos de diferença. Isto demonstra bem o equilíbrio que é esta competição. Neste momento é momento de calma, é momento de perceber o que é que temos que melhorar e é momento também de perceber que os nossos jogadores em casa têm que estar preparados e daqui a 3 dias vai ser mais do mesmo. Porque já jogamos contra eles, já sabemos o que é que vai ser, vai ser isto, fechadinhos, marcação individual, à procura de uma transição, à procura de uma de uma bola parada e nós temos que abrir primeiro. Temos aquela bola que lá, por exemplo, na primeira parte remata e bate na bunda do adversário. Se entra, aí já o jogo se divide, já não metem o autocarro em cima do gol e ficam mais espaços. Temos tido dificuldade quando os adversários baixam o bloco, metem uma linha de 5, 6, 7 na frente e deixam um à espera da bola para Bernabei, que é um lateral esquerdo que agora é atacante. E, portanto, há aqui 2 questões para resumir: mérito do nosso adversário, pela forma como defendeu. E demérito nosso, por esta incapacidade ou inspiração naquilo que tem a ver com o quesito técnico. Não tivemos tão aprimorados. Achei que nem os nossos cruzamentos, nem os nossos remates, nem as nossas combinações saíram como eles sabem que podem fazer. Portanto, eu acabei aqui a conversa com eles, perguntando, isto é o melhor que cada um consegue fazer? Eles sabem que podemos fazer mais e melhor e é nisso que nós vamos trabalhar. Mais de esporte
Aprofundando a análise do jogo: Temos que aprimorar esta inspiração técnica e que a bola entre primeiro, se a bola do Allan, que bate na bunda do jogador, já não sei qual foi, se bate e entra, abrimos o jogo. é continuar a insistir, é continuar a analisar o ataque à área, é perceber que quando nós estamos a atacar a área, os nossos 2 centroavantes têm que atacar a pequena área, o nosso 11 tem que chegar ao pênalti, o nosso lateral do lado contrário tem que chegar ao rebote, corrigir esses posicionamentos técnicos, táticos, mas há coisa que não podemos que é dos jogadores, as execuções, as finalizações, os remates que eles já nos mostraram, portanto nós sabemos que há margem para melhorar e os jogadores também sabem. Acho que sinceramente foi, esta é a minha opinião, em termos técnicos foi um jogo muito mais abaixo do que o Atlético Mineiro, muito mais abaixo. Acho que teve mais a ver com o demérito nosso nestas ações. do que propriamente mérito do adversário. Hoje não. Hoje na forma de defender. Vocês viram como eles defenderam. E é assim. A equipa que luta para não descer a divisão, cada jogo é como se fosse o jogo da vida. E nós, treinadores e jogadores, temos que entender que quando vêm aqui, vêm dar a vida por um ponto ou 3 pontos. É isso que nós temos que entender. Leia também: Esporte: João Fonseca lamenta, e Jardim elogia treino do Flamengo
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Quando Gustavo Gómez volta? Ah, não sei. Vamos ver. Essa é outra. Infelizmente temos lesões dos jogadores que não estávamos à espera, mas acontece, faz parte e temos de estar preparados para isso. O Fláco López, como é que eu tenho de explicar, se tu conseguis Há jogadores que ainda nem sequer regressaram de férias, que tiveram no Mundial e ainda não regressaram de férias, estão a chegar aos clubes, só agora que estão a chegar aos clubes, sobretudo os clubes europeus. Mas é um jogador que está aqui, que nos vai ajudar, hoje não entrou de início. Jogou o outro jogo todo, de 90 minutos, portanto vai-nos ajudar, seguramente, que me tenha ajudado. Claro que estamos à espera, nós sabemos o tempo que o Piquerez esteve lesionado, está a retornar, nós sabemos o tempo que teve o Roque lesionado, está a retornar, sabemos. O Flaco chegou há uma semana, mais ou menos, ou duas semanas, portanto vai-nos ajudar.
Vaias da torcida no final do jogo: Eu entendo e, por falar em entender, aceito perfeitamente. O nosso público hoje foi, na minha opinião, espetacular durante o jogo todo. Tentou nos apoiar, tentou nos puxar para a frente e, no final, acredito que um ou outro subiu, veio pelo descontentamento da nossa performance. E nós temos que aceitar isso e olhar para isso com uma crítica construtiva e positiva. Porquê? Porque quer os torcedores, quer nós todos, quer os nossos jogadores, sabem que podem fazer mais e melhor. E é isso que nós vamos procurar Já na quarta-feira dar uma resposta numa competição, que é super difícil. Já vos disse isso várias vezes. E vou voltar a repetir pela milésima vez, que não há jogos difíceis, ou que não há jogos fáceis. A Alemanha ou o Paraguai já têm capacidade para voltar à Alemanha. E a Itália já não vai a um campeonato mundial há muito tempo. Portanto, temos que entender os adversários quando vêm aqui a nossa casa utilizam a estratégia que acham que é a melhor e vem para bloquear o Palmeiras. E nós temos que entender que cada bola que a gente tenha para atacar não a pode desperdiçar em passos errados. O que eu fico chateado não foi por nós não termos criado naquelas ações que nós conseguimos chegar lá. Foi a oportunidade que deixámos de ter pela quantidade de passos errados que não devíamos ter errados. Isto é como o basquetebol. Eu posso atacar 30 vezes, mas se falhar 15 passos só vou atacar 15. Então o que eu te posso dizer é nessas 30 vezes que nós devíamos ter atacado, por perdas de passe que não devíamos, precipitadas, umas vezes pelo lado direito, outras vezes pelo lado esquerdo, outras vezes pelo meio, outras vezes pelo de trás, outras vezes pelo de frente, tirou-nos, na minha opinião, 50 por 100 de mais ações ofensivas para poder fazer um golo neste adversário e nós não conseguimos, temos que assumir isso.
Lesão de Paulinho: Acho que se partilhar com vocês, ele não vai ficar chateado, eu acho que ele quer tanto mostrar, ele quer tanto justificar o investimento, ele quer tanto que a lesão que ele acabou por ter foi mais vontade do que foi num lance inacreditável. O bom disto, se há coisa boa disso, é que não foi na perna, portanto a perna é um assunto que está mais que ultrapassado, foi uma questão muscular, portanto agora é recuperar e quando estiver pronto seguramente que nos vai ajudar. É um jogador que nós contratamos para nos ajudar já há muito tempo, infelizmente por várias razões não pode estar presente, mas como disse é um jogador que tem que tenho que ter calma, tenho que confiar no processo, tenho que perceber que quando um jogador fica muito tempo sem jogar, este tipo de lesões pode acontecer, mas o bom disto é que não tem nada a ver com a lesão antiga, está mais que ultrapassada, está fechada, agora é ajudá-lo, recuperá-lo para que ele possa ser ainda uma opção nestes meses que ainda faltam para lutar pelos objetivos que ainda temos, estamos em todas as frentes e queremos estar em todas as frentes firmes e fortes e nesta competição, como te disse aqui ao teu colega, uma competição extremamente difícil e competitiva. Basta ver a colocação ou a pontuação que vai, por exemplo, desde o 5º classificado para o que está abaixo primeiro, que está abaixo da linha d'água, é 6, 7 pontos. Portanto, isso mostra bem quão equilibrada é esta competição. Sobre volta, não sou médico ainda.
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