Queda de helicópteros no Rio de Janeiro deixa 6 mortos; o que se sabe
Ler matéria →A surpreendente recuperação dos manguezais após décadas de destruição pelo homem

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- Author, Matt McGrath
- Role, repórter de meio ambiente
- e
- Author, Esme Stallard
- Role, repórter de ciências e clima, BBC News
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 5 min
Os manguezais presentes nas zonas litorâneas do planeta protegem milhões de pessoas contra tempestades e absorvem imensos volumes de gases do efeito estufa. E, agora, eles estão revertendo seu declínio de forma inesperada, segundo os cientistas.
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As árvores dos mangues vinham sofrendo rápido declínio há décadas. Elas foram cortadas para a construção de casas e a instalação de fazendas de criação de peixes.
Mas um novo estudo demonstra que, desde 2010, o crescimento dos mangues pelo mundo vem superando as perdas anuais. Isso se deve ao fortalecimento das proteções legais em diversos países e ao aumento da consciência das pessoas sobre a sua importância, especialmente após desastres como o tsunami de 2004 no Oceano Índico.
Mas o principal fator, segundo os pesquisadores, é a notável capacidade natural de regeneração desses ambientes, quando os seres humanos deixam de destruí-los. Leia também: Queda de helicópteros no Rio de Janeiro deixa 6 mortos; o que se sabe

Crédito, Chaideer Mahyuddin/AFP via Getty Images
Os mangues são heróis pouco reconhecidos do meio ambiente.
Eles armazenam até cinco vezes mais dióxido de carbono por área que as florestas terrestres. E suas raízes emaranhadas também podem reduzir a velocidade das ondas e proteger comunidades litorâneas contra marés de tempestade e tsunamis.
As mesmas raízes oferecem um berçário perfeito para muitas espécies de peixes e outros animais marinhos, protegendo-os contra os predadores e fornecendo enormes quantidades de alimento.
Mas todos estes benefícios ficaram seriamente ameaçados no século passado. O aumento da criação de peixes, da agricultura e a expansão das cidades litorâneas levaram muitos manguezais a serem derrubados e rapidamente removidos. Mais de mundo
Entre os anos 1980 e 2010, mais de 12 mil quilômetros quadrados de manguezais foram destruídos na Ásia, África e no continente americano. Esta área corresponde a duas vezes o tamanho do Distrito Federal (DF).
Mas o novo estudo mostra uma reversão desta tendência, especialmente ao longo da última década. Agora, a perda líquida total (a área de mangue perdida e não substituída) desde os anos 1980 foi reduzida para cerca de 849 km².
O trabalho de restauração das últimas décadas ajudou as florestas degradadas a se recuperarem, mas a grande mudança veio da expansão natural dos manguezais em muitas partes do mundo, após a queda do desmatamento. Leia também: Haiti: Tudo o que você precisa saber sobre o próximo adversário do Brasil
Com isso, as áreas de mangue se estabilizaram na Indonésia e cresceram em Mianmar, dois dos países com maior quantidade de manguezais do mundo.
Na Indonésia, o tsunami de 2004 parece ter ajudado a mudar a mentalidade das pessoas sobre a importância dos manguezais, o que reduziu a derrubada de árvores para a criação de peixes.
"Algumas ilhas eram cobertas de mangues", conta Zhen Zhang, da Universidade Tulane, nos Estados Unidos, o principal autor do estudo.
"Depois do tsunami, aquelas ilhas permaneceram muito bem protegidas, o que aumentou a consciência da população sobre a importância de preservar os manguezais."
Uma mudança de consciência pública similar ocorreu em Mianmar, após a passagem do ciclone Nargis, em 2008, e a proibição nacional do desmatamento, em 2016.

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