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A reação de Lula à decisão dos EUA de declarar CV e PCC como 'terroristas'

A reação de Lula à decisão dos EUA de declarar CV e PCC como 'terroristas': 'Não aceitamos ser tratados como moleques' Crédito, Ricardo Stuckert / PR Legenda da foto

A reação de Lula à decisão dos EUA de declarar CV e PCC como 'terroristas'
A reação de Lula à decisão dos EUA de declarar CV e PCC como 'terroristas': 'Não aceitamos ser tratados como moleques'
Presidente Lula em discurso com microfone na mão

Crédito, Ricardo Stuckert / PR

Legenda da foto, Lula reagiu aos EUA durante evento em Sergipe nesta sexta
Published 29 maio 2026, 14:25 -03
Atualizado Há 1 hora
Tempo de leitura: 7 min

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (29/5) que não vai aceitar que o Brasil seja tratado como "republiqueta", ao comentar a decisão dos EUA de designar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como entidades terroristas

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"Nós não aceitamos ser tratados como moleque. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula em uma agenda em Sergipe.

O discurso veio em consonância com uma nota também divulgada pelo governo nesta sexta.

O texto ressalta que "a soberania nacional é inegociável" e que "quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança". Leia também: 'Guerra' por ingressos de turnê do BTS vira pesadelo para fãs que caíram

No discurso, o presidente Lula disse também que se sentia "triste" com a decisão do governo americano e que havia entregado ao presidente americano, Donald Trump, na visita à Casa Branca no início do mês, um documento que tratava sobre medidas para combater o crime organizado.

O governo brasileiro sempre foi contra a classificação americana, argumentando que ela poderia colocar em risco a soberania nacional ao abrir espaço para ações militares dos EUA sob o pretexto de combate ao terrorismo.

Lula disse que o PCC e o CV "são terroristas para as comunidades brasileiras", mas que "não são os terroristas que o Trump quer".

"Eles incomodam as famílias, o bairro, a cidade, roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo viver livremente, então eles são terroristas. E nós vamos combatê-los aqui dentro", defendeu Lula.

A nota divulgada pelo governo também argumenta que a violência praticada pelas facções "não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional".

No discurso em Sergipe, o presidente Lula comentou ainda sobre o encontro entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Trump três dias atrás. Leia também: Coiotes, barcos e rotas na mata por U$ 10 mil: o que está por trás do número

Na reunião, Flávio defendeu que o governo dos EUA classificasse as facções como terroristas, uma bandeira defendida há mais de um ano por bolsonaristas, inclusive Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que vive atualmente em solo americano.

Dois dias após a visita de Flávio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou a classificação dos grupos criminosos como terroristas.

"O senhor Rubio não estava lá [na reunião com Lula], possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista que é candidato a eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos EUA pedir intervenção americana no Brasil", declarou o presidente brasileiro.

A nota do governo também menciona "traidores".

"A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros", diz o texto.

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Legenda da foto, Flávio Bolsonaro defendeu designação do PCC e do CV como organizações terroristas no encontro com Trump

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