Especialista analisa polêmica de pênalti em Inter x Corinthians
Ler matéria →A crise em torno do presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode ganhar novos desdobramentos em breve. O jornal britânico The Guardian apontou que existem movimentações para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para avaliar a destituição do mandatário do cargo máximo da entidade. O portal revelou que o plano para a realização da assembleia estava em andamento antes mesmo da tentativa de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), projeto que previa abrir os direitos comerciais da entidade para aporte de investidores privados nas principais competições da Fifa, como a Copa do Mundo.
A insatisfação começou com as suspeitas de interferência durante o último Mundial, com a revogação do cartão vermelho de Folarin Balogun. Na época, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter telefonado para Infantino para pedir a anulação da punição ao atacante, que, até então, era um dos principais jogadores da seleção norte-americana no torneio. O Conselho da Fifa é formado por 28 representantes das seis confederações, oito vice-presidentes e Gianni Infantino.
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O órgão é responsável pela tomada de decisões da entidade. Segundo as regras da Fifa, é necessário uma moção de 50% ou 19 dos 37 membros para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária. Os rumores apontam que os dirigentes insatisfeitos com a presidência de Infantino chegavam a dois dígitos antes da polêmica. Leia também: Esporte: Copa do Brasil em Foco – Análise, Desafios e Controvérsias da Rodada

O The Guardian informou que os membros planejavam pedir a renúncia de Infantino caso ele recusasse abrir uma investigação independente sobre o caso Balogun. Essa é considerada a maior derrota de Infantino desde que assumiu a presidência da entidade máxima do futebol, em 2016. Uefa, Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) se posicionaram contra a decisão do mandatário.
Além de outros envolvidos, como o Real Madrid, considerado o maior clube do mundo, que comemorou o recuo da entidade em relação ao projeto Fifa Forward Enterprise. " O Real Madrid avalia muito positivamente a decisão tomada pela Fifa de abandonar a proposta de venda parcial dos direitos comerciais de suas competições.
Nosso clube considera que é uma boa notícia para o futebol, para suas instituições e, principalmente, para os milhões de fãs do nosso querido esporte", disse o clube espanhol. Vale destacar que, dos 37 membros do conselho, 14 são da Europa e América do Norte. Ainda seria necessário o apoio de outras partes envolvidas para convocar a Assembleia Geral Extraordinária.
Responsável pelo futebol sul-americano, a Conmebol não tomou um posicionamento claro e solicitou mais informações sobre o polêmico projeto. Salário de Infantino aumentaria seis vezes caso plano da Copa fosse adiante Presidente da Fifa encabeçou ideia de criar empresa para vender ações a investidores Gianni Infantino, presidente da Fifa, mergulhou numa crise política com as federações mundo afora e que foi criada por ele próprio. Mais de esporte
O plano: criar uma empresa para fazer a operação das competições da Fifa com a venda de ações e direitos comerciais a investidores externos. A ideia logo foi boicotada pela Uefa, que votou, por unanimidade, contra e a retirou suas seleções dos torneios. E a derrota histórica de Infatino não fere apenas o seu capital político e institucional.
Segundo reportagem do jornal inglês "The Times", caso o novo projeto fosse adiante, o seu salário aumentaria em seis vezes. O presidente da Fifa atualmente ganha US$ 4,8 milhões anuais, cerca de R$ 25 milhões. Segundo o periódico inglês, o salário passaria para US$ 30 milhões anuais, cerca de R$ 152 milhões. Leia também: Especialista analisa polêmica de pênalti em Inter x Corinthians
Após a enxurrada de críticas, a Fifa decidiu abortar o projeto. Perdeu confiança A Uefa afirmou neste sábado (1º) ter perdido a confiança no presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a entidade máxima do futebol mundial abandonar o plano de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.
A proposta da Fifa provocou uma forte reação das confederações regionais, que afirmaram ter sido pegas de surpresa pelo projeto de Infantino de levantar até 4,2 bilhões de dólares com a venda de cerca de 20% de participação a investidores privados. “ A atual liderança da Fifa não perdeu apenas a confiança da Uefa, mas também a de muitos outros membros da família do futebol”, afirmou a entidade europeia em comunicado.
Mais problemas Após o plano de Infatino sair pela culatra, a sua releição, que era dada como certa e protocolar, agora passa a ser cada vez mais descartada.
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