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- Author, Archie Mitchell
- Role, Repórter de negócios, BBC News
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 8 min
Percorrendo as ruas de Kansas City, Houston, Miami e Nova York, nos Estados Unidos, é difícil ignorar que está prestes a começar a Copa do Mundo Fifa de Futebol Masculino 2026.
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Existem inúmeros outdoors e cartazes nas portas dos bares. As lojas oferecem uma grande variedade de produtos temáticos do torneio.
Mas, para os donos de hotéis e seus sistemas de reservas, o burburinho parece mais um murmúrio.
As associações do setor afirmam que a maioria dos hotéis das cidades-sede da Copa do Mundo registra nível de reservas inferior ao da mesma época do ano passado. E os donos de hotéis que conversaram com a BBC manifestaram sua decepção até o momento. Leia também: O que Vladimir Putin e Xi Jinping discutiram na visita do presidente russo a

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"Nos venderam a expectativa de que o Mundial seria um grande fenômeno. As pessoas falam disso há anos", comentou a proprietária do Wanderstay Boutique Hotel em Houston, no Estado americano do Texas, Deidre Mathis.
"Quando revisamos nosso calendário e vimos que, em fevereiro, março e abril, ainda não havíamos esgotado as reservas [para o torneio] — e não se trata apenas de nós, em Houston, mas em toda parte —, ficamos aqui, simplesmente muito desconcertados", declarou ela à BBC.
O Wanderstay Hotel fica a pouco mais de 1,5 km a pé da zona dos torcedores a ser instalada em Houston e a pouca distância de carro do estádio que irá receber os jogos na cidade.
No momento, o hotel está com 45% da sua capacidade reservada para o período do torneio, em comparação com os 70% registrados na mesma época do ano passado, segundo Mathis. Mais de mundo
Ambiente politizado e torneio caro

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Fim do Promoção Agregador de pesquisas Leia também: Ricardo Salles sobre relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro: 'É no
Mathis culpa especificamente o "clima político" vivido durante o segundo mandato do presidente americano, Donald Trump. Ela cita particularmente as batidas migratórias dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), realizadas em cidades de todo o país.
Mathis também mencionou o aumento do custo de vida, devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e os preços "extraordinariamente" altos dos ingressos para as partidas do Mundial.
O próprio Donald Trump, apoiador entusiasmado da Copa do Mundo e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou que "também não pagaria", quando foi consultado sobre os preços dos ingressos.
As entradas à venda para a final, no MetLife Stadium de Nova Jersey, nos Estados Unidos, foram oferecidas oficialmente por até US$ 32.970 (cerca de R$ 166,2 mil). Já o mercado de revenda chegou a cotar ingressos a mais de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,1 milhões).
"Por isso, acredito que se trate de um conjunto de fatores, todos combinados em um só", segundo Mathis. "Mas é realmente lamentável e acredito que, nas próximas quatro semanas, possam surgir mudanças positivas."
Entre os hotéis e o Airbnb


'É um escândalo'

Esperando o aumento


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