Inteligência artificial da dona do ChatGPT se rebela e faz ataque hacker
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- Author, Faisal Islam
- Role, Editor de economia
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- e
- Author, Jess Carr
- Role, Designer
- Published Há 6 horas
- Tempo de leitura: 6 min
Empresas de inteligência artificial (IA) estão fazendo grandes promessas sobre a capacidade de suas ferramentas de substituir a mão de obra humana. Alguns empregos serão automatizados, enquanto outros serão ampliados.
Os líderes das maiores empresas do mundo estão destinando quantias vultosas a essas ferramentas, em parte porque sabem que podem economizar com custos de pessoal.
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"Estabilidade é a nova tendência de crescimento": é o que se diz sobre o tamanho das equipes, à medida que investidores questionam se as tarefas devem ser realizadas por novos contratados ou por exércitos de "agentes de IA" (trabalhadores virtuais encarregados de funções específicas, algumas das quais exigem qualificações consideráveis).
Se houver apenas um fundo de verdade nisso, todos seremos impactados, em diversos setores, e talvez isso aconteça mais cedo do que imaginamos.
Economistas ganhadores do Prêmio Nobel alertaram recentemente que o mundo "precisa agir agora" para garantir que a IA promova a elevação dos padrões de vida, em vez de causar o deslocamento de trabalhadores em larga escala. Leia também: Inteligência artificial da dona do ChatGPT se rebela e faz ataque hacker
Além disso, no mês passado, empresas de Londres relataram dificuldades em encontrar as competências necessárias, à medida que a IA transforma o mercado de trabalho. Ainda é cedo, mas já se observam alguns padrões notáveis nos dados.

Este gráfico serve como referência no setor para avaliar como diversos modelos de IA conseguem realizar tarefas antes executadas por humanos— neste caso, envolvendo o uso e o desenvolvimento de software.
Essa métrica revelou que, há três anos, os grandes modelos de linguagem, chamados de LLMs, só conseguiam realizar com confiabilidade tarefas que humanos completavam em questão de segundos ou minutos. Atualmente, eles são capazes de executar tarefas bastante complexas que levam cerca de uma hora.
Hoje, alguns LLMs conseguem identificar falhas em contratos de criptomoedas e até mesmo desenvolver e otimizar o próprio modelo, atividades que exigiriam várias horas de trabalho humano.
A geração mais recente de modelos poderá começar a desenvolver a si mesma integralmente no próximo ano ou pouco depois. Mais de mundo
Embora isso se restrinja à programação de software, observa-se um padrão semelhante— ainda em estágio inicial— em áreas como análise financeira, trabalhos jurídicos preliminares e até mesmo em algumas funções de nível inicial na indústria criativa.
O que isso significa para o mercado de trabalho?
As análises mais abrangentes disponíveis vêm dos Estados Unidos e utilizam dados de quatro anos sobre resultados de emprego por faixa etária em diversas ocupações— tanto nas mais expostas à IA (incluindo desenvolvedores de software e profissionais de atendimento ao cliente) quanto nas menos expostas (profissionais de saúde, cuidadores de crianças e cabeleireiros).
Uma análise da Universidade de Stanford, na Califórnia, aponta uma queda de 2,7% no nível de emprego entre jovens de 22 a 25 anos desde a popularização do ChatGPT. Esse índice chega a 12,8% nos setores mais expostos à IA, como finanças, software e indústrias criativas. Leia também: França convoca militares e Espanha declara emergência nacional por incêndios
Nem todos os economistas concordam com essa conclusão, argumentando que outros fatores, como a alta das taxas de juros, podem explicar o fenômeno.
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As ofertas de emprego online também foram afetadas desde o lançamento do ChatGPT e de outros LLMs.
Há muitos outros fatores envolvidos, além das taxas de juros e até dos impostos. No entanto, vale destacar uma análise recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) sobre a diferença nas ofertas de emprego entre setores considerados altamente expostos (como telemarketing e serviços jurídicos)— segundo a metodologia específica da organização— e setores menos expostos (construção civil, limpeza e preparação de alimentos).
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