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A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas

A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas Crédito, Getty Article Information Author, Osmond Chia Role, Da BBC News Há 29 minutos Tempo de

A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas
A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas
Logotipo da Anta com uma estátua de um dragão chinês em primeiro plano.

Crédito, Getty

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    • Author, Osmond Chia
    • Role, Da BBC News
  • Há 29 minutos
  • Tempo de leitura: 9 min

A economia chinesa estava apenas começando a se abrir no final da década de 1980, quando um jovem determinado, que havia largado a escola no ensino médio, partiu para Pequim com 600 pares de sapatos.

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Ding Shizhong os fabricou em uma fábrica de um parente e pretendia vendê-los. O dinheiro que ganhou permitiu que ele montasse sua primeira oficina, onde começou a fabricar calçados para outras empresas.

O jovem de 17 anos era um dos muitos empreendedores emergentes na China, enquanto o capitalismo decolava sob o olhar atento dos governantes do Partido Comunista.

Mas, como se viu, Ding tinha planos muito mais ambiciosos. Leia também: A prisão em Dubai do homem que comandava império de drogas na Europa

Desde então, seu negócio cresceu e se tornou uma gigante do vestuário esportivo chamada Anta, que vem construindo um portfólio de marcas internacionais, incluindo Arc'teryx e Salomon.

Recentemente, a empresa adquiriu uma participação na Puma.

A Anta agora busca competir com marcas como Nike e Adidas, um objetivo que Ding deixou claro em 2005: "Não queremos ser a Nike da China, mas a Anta do mundo."

Vestuário e equipamentos da Seleção Nacional Chinesa para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão, expostos numa loja emblemática da ANTA em Xangai, China, a 10 de fevereiro de 2026.

Crédito, CFOTO/Future Publishing via Getty Images

Legenda da foto, A Anta é uma gigante do setor de roupas esportivas na China.

A Anta pode ainda não ser um nome familiar no Ocidente, mas possui mais de 10 mil lojas na China e patrocina atletas de elite como a esquiadora freestyle Eileen Gu. Mais de mundo

Em fevereiro, a empresa inaugurou sua primeira loja nos EUA, no exclusivo bairro de Beverly Hills, em Los Angeles.

A expansão global da empresa — que ocorre em um momento em que Donald Trump busca trazer de volta aos EUA empregos industriais por meio de tarifas — destaca o quão essenciais e competitivas as cadeias de suprimentos chinesas se tornaram para o setor manufatureiro.

A ascensão da Anta — que significa "passos seguros" — não é um caso isolado. Leia também: Por que Trump mandou retirar 5 mil soldados americanos da Alemanha

Décadas como a "fábrica do mundo" deram a diversas empresas chinesas ambiciosas a oportunidade de competir diretamente com as mesmas empresas que antes eram suas clientes.

Uma mulher passa por uma placa com as palavras Anta Outlet.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, A Anta pretende conquistar o mercado internacional e competir com a Nike e a Adidas.

A 'capital mundial do calçado'

Fundada em 1991, a Anta iniciou sua trajetória longe do glamour de Beverly Hills, como uma pequena fabricante na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China.

Mas Jinjiang cresceu rapidamente, transformando-se de uma pacata cidade agrícola na "capital mundial do calçado", como parte do plano do governo para impulsionar indústrias específicas em diferentes províncias.

Um grande volume de investimentos logo se seguiu, vindo de gigantes do calçado esportivo em busca de fábricas no exterior que lhes permitissem reduzir seus custos de produção.

Operários processam calçados para exportação em uma oficina da empresa em Lianyungang, província de Jiangsu, China, em 16 de dezembro de 2025.
Esquiadora olímpica de estilo livre Eileen Gu.
Legenda da foto, A esquiadora olímpica de estilo livre Eileen Gu é embaixadora da marca chinesa de roupas esportivas Anta.

Uma firma global

Funcionários fabricam calçados em uma fábrica em 30 de dezembro de 2025 em Luoyang, província de Henan, China.
Legenda da foto, A China busca competir com grandes marcas após décadas sendo a "fábrica do mundo".

'Estratégia multimarca'

Uma loja emblemática da ANTA em Xangai, China, em 10 de fevereiro de 2026.
Legenda da foto, Um desafio para muitas marcas chinesas é deixar de serem vistas como fabricantes de produtos baratos e de baixa qualidade.
Uma loja da Puma SE em Xangai, China, na terça-feira, 27 de janeiro de 2026.
Legenda da foto, A empresa chinesa Anta adquiriu uma participação na Puma.

Mudança de rumos

O CEO da empresa, Ding Shizhong (à direita), em 5 de março de 2026, em Pequim, China.
Legenda da foto, Ding Shizhong começou a fabricar calçados esportivos na China quando era jovem.

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