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A cirurgia experimental feita no útero de mãe para 'corrigir' bebê

Crédito, Maisie Savage Legenda da foto, Theo foi operado ainda no útero da mãe, Maisie Savage Article Information Author, Camilla Horrox Role, Repórter de saúde global

A cirurgia experimental feita no útero de mãe para 'corrigir' bebê com
Um bebê recém-nascido, usando um gorro branco de tricô e enrolado em um cobertor de hospital com estampas, é segurado junto ao peito da mãe em uma cama de hospital. A mãe, Maisie Savage, usa uma pulseira de identificação hospitalar e tem um curativo adesivo em um dos pulsos. Ao lado da cama, aparece parcialmente outra pessoa, vestindo uma camisa branca. Ao fundo, vê-se um quarto de hospital com pia, bancada e uma área de armazenamento com equipamentos médicos e objetos pessoais

Crédito, Maisie Savage

Legenda da foto, Theo foi operado ainda no útero da mãe, Maisie Savage
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    • Author, Camilla Horrox
    • Role, Repórter de saúde global, BBC News
  • Published Há 53 minutos
  • Tempo de leitura: 7 min

Maisie Savage foi operada quando estava com 26 semanas de gestação. O filho dela, Theo, hoje com cinco meses, tinha gastrosquise, malformação em que a parede abdominal não se fecha completamente durante a gestação, fazendo com que o intestino se desenvolva fora do abdômen.

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Theo foi o terceiro bebê no mundo a participar desse estudo clínico pioneiro.

Savage, de 29 anos, e o pai de Theo, Josh French, de 36, ambos professores, dizem estar aliviados com o sucesso da cirurgia.

"Ele é um pequeno milagre, não é?", disse Savage à BBC News. Leia também: Mundo: Panorama Semanal – Crise em Ceuta, Irã/EUA e Eleições 2026

Mas os dois sabem que a história poderia ter sido muito diferente.

O defeito congênito grave afeta 1 em cada 3 mil bebês nascidos no Reino Unido a cada ano. Mesmo nos casos mais favoráveis, os recém-nascidos podem precisar passar semanas em uma unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, receber nutrição por sonda ou por via intravenosa e ser submetidos a cirurgia corretiva.

Nos casos mais complexos, como o de Theo, a internação em uma UTI neonatal pode durar até seis meses. Além disso, o bebê pode precisar passar por várias cirurgias, receber alimentação por via intravenosa por até dois anos e, em alguns casos, fazer um transplante de intestino.

Mesmo com atendimento médico de excelência, 1 em cada 10 bebês morre.

Um bebê recém-nascido, usando apenas uma fralda descartável, é sustentado por mãos com luvas diante de uma mesa de reanimação neonatal. Uma pulseira de identificação hospitalar está presa ao pulso do bebê. No equipamento, é possível ver um visor com a temperatura e o peso do recém-nascido, além de botões e indicadores. Ao fundo, aparecem equipamentos médicos, tubos e instalações hospitalares. A imagem foi feita em um ambiente hospitalar

Crédito, Maisie Savage Mais de mundo

Os pais de Theo não faziam ideia de que havia algo de errado com o bebê durante a gestação. Leia também: Os Estados americanos que tentam barrar tarifas de Trump contra Brasil e outros

"Quando fomos fazer o exame de 20 semanas, estávamos apenas ansiosos para ver uma imagem do nosso bebê", disse French, pai de Theo. "Naquela época, ainda nem sabíamos que seria um menino."

French conta que descobrir o diagnóstico de gastrosquise foi um choque e uma experiência "extremamente assustadora".

Com 24 semanas de gestação, médicos especialistas do Great Ormond Street Hospital, em Londres, já preparavam Savage e French para os primeiros seis meses de vida de Theo.

No entanto, depois de constatarem que o bebê tinha a forma mais grave da doença, conhecida como gastrosquise complexa, os médicos o encaminharam ao Hospital Infantil do Texas, em Houston, nos EUA.

Lá, uma equipe de cirurgiões fetais e pediátricos, liderada pelo médico Michael Belfort, conduzia o primeiro estudo clínico do mundo para corrigir a gastrosquise complexa ainda durante a gestação.

Um bebê recém-nascido, usando um gorro branco de tricô e enrolado em um cobertor de hospital branco com estampas coloridas, é segurado junto ao peito da mãe em uma cama de hospital. Um acesso intravenoso está conectado ao antebraço dela. Ao lado da cama, o pai, veste uma blusa clara de mangas curtas, apoia uma das mãos sobre o cobertor e usa um relógio inteligente no pulso. Ao fundo, aparecem a cama do hospital, travesseiros, armários, um sofá, equipamentos médicos e janelas
Legenda da foto, Após a cirurgia, Theo permaneceu no útero até o fim da gestação e nasceu no Texas
Infográfico que mostra uma cirurgia pré-natal em quatro etapas. O feto recebe uma injeção de botox na parede abdominal para relaxar os músculos. Em seguida, os cirurgiões abrem temporariamente o útero e, por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, recolocam os intestinos do feto no abdômen. Depois, o útero é reposicionado, permitindo que a gestação continue até o nascimento do bebê, por parto normal
Profissionais de saúde, usando aventais cirúrgicos, máscaras e toucas, cercam a mesa de cirurgia. Ao centro, uma pessoa usa óculos e um gorro cirúrgico com a inscrição "Fetal Surgery" ("Cirurgia Fetal"). Ao fundo, monitores exibem imagens de ultrassom e dados do procedimento. Também aparecem suportes de soro e instrumentos cirúrgicos nas laterais da sala de operação. No canto superior esquerdo da imagem, aparece a inscrição "Texas Children's"
Legenda da foto, Michael Belfort diz que ficou impressionado com os resultados da cirurgia
Theo dorme no colo da mãe sentada em um sofá. O bebê veste uma blusa branca de mangas compridas e um macacão azul. Ao lado da mãe, está sentado o pai com um dos braços apoiado atrás dela. Ambos usam microfones de lapela presos à roupa. Ao fundo, há uma parede clara
Legenda da foto, Savage, French e Theo voltaram à rotina em casa
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