Brasil já soma 1.709 novos assessores de investimento em 2026; veja perfil
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Aos olhos de quem vê de fora, uma corrida de montanha parece exigir principalmente preparo físico.
Trilhas íngremes, horas de esforço e milhares de metros de ganho de elevação sugerem que a resistência do corpo é o fator decisivo para cruzar a linha de chegada.
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Para Cláudia Santaela, no entanto, a lógica é outra. “A corrida de montanha é 70% ou 80% mental”, resume.
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É justamente essa capacidade de lidar com o desconforto, administrar frustrações e seguir em frente que a assessora de investimentos, sócia e Senior Partner da W1 Capital procura levar para a vida profissional.
Na visão de Cláudia, o principal aprendizado do esporte está menos na resistência física e mais na forma de enfrentar os desafios e obstáculos. Leia também: “Brutalmente difícil”: a brincadeira de infância que ensinou Jamie Dimon

Uma trajetória construída por recomeços
A história de Cláudia começou longe do mercado financeiro.
Nascida na Zona Leste de São Paulo, filha de um motorista de ônibus e de uma costureira que se tornou mãe aos 15 anos, ela estudou em escola pública e cresceu tendo na mãe seu maior exemplo de perseverança.
“Eu gosto de estar na minha zona de desconforto”, diz.
Segundo Cláudia, essa disposição para buscar novos desafios nasceu da admiração pela mãe, que desempenhou ao mesmo tempo os papéis de mãe, pai e amiga.
Comprou um salão de beleza, que administrou por cerca de 10 anos, elevando o faturamento mensal de aproximadamente R$ 22 mil para algo entre R$ 90 mil e R$ 100 mil e expandindo a equipe de quatro para 26 funcionários. Mais de economia
Após a pandemia, vendeu o negócio, chegou a comprar um mercado e decidiu retornar ao setor financeiro, desta vez como assessora de investimentos.
Somando a atuação da equipe, o volume sob acompanhamento chega a aproximadamente R$ 334 milhões.

Corrida reforça controle emocional
Mais do que acompanhar investimentos, Cláudia diz que seu trabalho exige compreender os objetivos e as preocupações de cada cliente. Leia também: Por que empresas de IA estão recrutando eletricistas e carpinteiros aos milhares
Na avaliação dela, a assessoria vai além da recomendação de produtos financeiros e passa pela construção de relações de confiança, especialmente em momentos de maior volatilidade dos mercados.
É nesse contexto que o controle emocional, desenvolvido também nas corridas de montanha, ganha importância no dia a dia da profissão.
“A corrida de montanha me silencia. “É o momento em que consigo me conectar comigo”, garante Cláudia. ” É onde consigo descarregar, recarregar minha energia e voltar para a atividade profissional.”
A experiência acumulada nos bancos, somada aos mais de 10 anos como empreendedora, também moldou sua forma de atuar. Depois de retornar ao mercado financeiro em 2023, Cláudia precisou estudar temas que até então desconhecia, como renda fixa, renda variável e mercado de capitais.
Reprovada na primeira tentativa da certificação exigida para a carreira, só foi aprovada na terceira prova. Para ela, o episódio reforçou que evolução profissional depende mais da capacidade de persistir do que de acertar de primeira.
Treinar a mente para lidar com desafios

Quando correr significa pensar melhor
A influência da mãe permanece presente
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