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6 tecnologias antigas que intrigam a ciência moderna (e ainda são difíceis de

6 tecnologias antigas que intrigam a ciência moderna (e ainda são difíceis de replicar) Crédito, Getty Images Legenda da foto, Muitas vezes, o que foi alcançado há muito

6 tecnologias antigas que intrigam a ciência moderna (e ainda são difíceis de
6 tecnologias antigas que intrigam a ciência moderna (e ainda são difíceis de replicar)
Escultura do deus Apolo Belvedere, usando óculos HoloLens rosa transparentes e utilizando realidade virtual com realidade aumentada sobre um fundo rosa

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Muitas vezes, o que foi alcançado há muito tempo atrás é surpreendente
9 maio 2026
Tempo de leitura: 10 min

Segredos perdidos, mistérios impossíveis, conhecimentos esquecidos... certas conquistas tecnológicas intrigaram gerações inteiras durante séculos.

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Mesmo quando a ciência moderna começou a explicá-las, a admiração pela sofisticação do que diferentes culturas desenvolveram não diminuiu.

De uma taça deslumbrante a estruturas que resistem a terremotos e à corrosão da água do mar, incluindo esferas de ouro inexplicáveis, chapas de metal "fluidas" e cores sempre vibrantes.

Tudo demonstra um conhecimento refinado que levou séculos para traduzirmos para a linguagem científica moderna. Leia também: 'Especialistas' sem qualificação dão conselhos perigosos sobre sono dos bebês

Aqui estão alguns exemplos dessas técnicas admiráveis, várias delas esquecidas, mas quase todas agora decifradas.

Compreendê-las nos deixou com ainda mais respeito pelos artesãos, arquitetos e químicos que as inventaram.

1. Taça de Licurgo — século 4

Taça para beber; feita de vidro verde; decorada com várias cenas que retratam a morte do Rei Licurgo; a borda é adornada com uma faixa de prata dourada com motivos de folhas, além de uma base de prata dourada com folhas de videira vazadas.

Crédito, © The Trustees of the British Museum

Legenda da foto, A taça de Licurgo, no Museu Britânico, é descrita como "a peça de vidro mais espetacular do período, com decoração abundante, que se sabe ter existido"

A Taça de Licurgo chama a atenção imediatamente.

A taça de vidro é coberta com várias cenas que retratam a morte de Licurgo, rei dos Édonos na Trácia. Esculpida em uma única peça de vidro, apresenta uma estrutura externa de folhas de videira vazadas que parecem flutuar ao redor do recipiente. Mais de mundo

Conhecidas como diatretas, essas peças eram artigos de luxo que exigiam precisão, tempo e habilidade excepcionais para serem fabricadas sem quebrar o vidro durante o processo.

Mas o aspecto verdadeiramente extraordinário surge quando se muda a iluminação.

Se a luz incide do mesmo lado que o observador, a taça parece verde; mas se a luz vem do lado oposto e atravessa o vidro em direção ao observador, ela parece vermelha. Leia também: Dia das Mães: como surgiu a comemoração no Brasil e por que a data varia no

Taça para beber; feita de vidro vermelho; decorada com várias cenas que retratam a morte do Rei Licurgo; a borda é adornada com uma faixa de prata dourada com motivos de folhas, além de uma base de prata dourada com folhas de videira vazadas.

Crédito, © The Trustees of the British Museum

Legenda da foto, A mesma taça, agora com cor vermelha

Esse comportamento em resposta à luz, seja refletida ou transmitida, foi um grande enigma até o final do século 20, quando pesquisadores do Museu Britânico, usando microscopia eletrônica, descobriram o motivo.

O vidro contém nanopartículas de ouro e prata dispersas de forma incrivelmente uniforme.

O efeito é chamado de "ressonância plasmônica de superfície": as nanopartículas absorvem e dispersam diferentes comprimentos de onda da luz, dependendo do ângulo de incidência.

Pesquisadores nas áreas de óptica e biomedicina estão agora aproveitando esse fenômeno.

2. Contas de ouro etruscas — séculos 7-4 a.C.

Contas de ouro etruscas, ornamentadas com granulação em padrão meandro.

3. O pigmento azul maia – séculos 9-16

Mural representando atividades em terra e na água, com barcos, animais, casas e pessoas.
Legenda da foto, Os murais de 1,6 mil anos do templo maia de Chichen Itza ainda conservam cores vibrantes, incluindo o azul, que normalmente desbota

4. Concreto romano — séculos 2 a.C. – 3 d.C.

Imagem do interior do Panteão em Roma
Legenda da foto, O concreto romano desafia a passagem do tempo, em terra e no mar

5. Aço de Damasco – séculos 3 a 18

Lâminas de aço damasco com diferentes padrões
Legenda da foto, A maioria das peças atualmente descritas como aço de Damasco são recriações que imitam seu padrão ondulado, mas não o material original, como as da imagem

6. Alvenaria poligonal inca – séculos 15-16

Uma complexa parede de pedra esculpida, com doze pontos de articulação, está localizada em uma rua de Cusco, no Peru.
Legenda da foto, Detalhe de uma parede de pedra esculpida em Cusco, Peru. A pedra central possui 12 vértices
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