
Crédito, Getty Images
Segredos perdidos, mistérios impossíveis, conhecimentos esquecidos... certas conquistas tecnológicas intrigaram gerações inteiras durante séculos.
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Mesmo quando a ciência moderna começou a explicá-las, a admiração pela sofisticação do que diferentes culturas desenvolveram não diminuiu.
De uma taça deslumbrante a estruturas que resistem a terremotos e à corrosão da água do mar, incluindo esferas de ouro inexplicáveis, chapas de metal "fluidas" e cores sempre vibrantes.
Tudo demonstra um conhecimento refinado que levou séculos para traduzirmos para a linguagem científica moderna. Leia também: 'Especialistas' sem qualificação dão conselhos perigosos sobre sono dos bebês
Aqui estão alguns exemplos dessas técnicas admiráveis, várias delas esquecidas, mas quase todas agora decifradas.
Compreendê-las nos deixou com ainda mais respeito pelos artesãos, arquitetos e químicos que as inventaram.
1. Taça de Licurgo — século 4

Crédito, © The Trustees of the British Museum
A Taça de Licurgo chama a atenção imediatamente.
A taça de vidro é coberta com várias cenas que retratam a morte de Licurgo, rei dos Édonos na Trácia. Esculpida em uma única peça de vidro, apresenta uma estrutura externa de folhas de videira vazadas que parecem flutuar ao redor do recipiente. Mais de mundo
Conhecidas como diatretas, essas peças eram artigos de luxo que exigiam precisão, tempo e habilidade excepcionais para serem fabricadas sem quebrar o vidro durante o processo.
Mas o aspecto verdadeiramente extraordinário surge quando se muda a iluminação.
Se a luz incide do mesmo lado que o observador, a taça parece verde; mas se a luz vem do lado oposto e atravessa o vidro em direção ao observador, ela parece vermelha. Leia também: Dia das Mães: como surgiu a comemoração no Brasil e por que a data varia no

Crédito, © The Trustees of the British Museum
Esse comportamento em resposta à luz, seja refletida ou transmitida, foi um grande enigma até o final do século 20, quando pesquisadores do Museu Britânico, usando microscopia eletrônica, descobriram o motivo.
O vidro contém nanopartículas de ouro e prata dispersas de forma incrivelmente uniforme.
O efeito é chamado de "ressonância plasmônica de superfície": as nanopartículas absorvem e dispersam diferentes comprimentos de onda da luz, dependendo do ângulo de incidência.
Pesquisadores nas áreas de óptica e biomedicina estão agora aproveitando esse fenômeno.
2. Contas de ouro etruscas — séculos 7-4 a.C.

3. O pigmento azul maia – séculos 9-16

4. Concreto romano — séculos 2 a.C. – 3 d.C.

5. Aço de Damasco – séculos 3 a 18

6. Alvenaria poligonal inca – séculos 15-16

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