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5 vezes em que empresas de games tentaram matar a mídia física

Game-Key Card: Entenda a maior polêmica do Nintendo Switch 2 Por Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira | O Nintendo Switch 2 mal completou 1 ano de vida e já há uma

5 vezes em que empresas de games tentaram matar a mídia física

Game-Key Card: Entenda a maior polêmica do Nintendo Switch 2 Por Diego

Corumba • Editado por Jones Oliveira |

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O Nintendo Switch 2 mal completou 1 ano de vida e já há uma grande controvérsia na comunidade: os Game-Key Cards. Alguns os veem como uma salvação para a plataforma, outros como uma grande ameaça à preservação de jogos. E afinal de contas, pode ser os dois.

A companhia tem se desviado do debate sobre o assunto, com afirmações de que nenhum jogo first-party usará o recurso. No entanto, o anúncio de que Pokémon Pokopia usará— um exclusivo para o novo console híbrido— foi o suficiente para levantar ainda mais questões e inflamou as redes sociais. Para entender a fundo essa polêmica, o Canaltech explica o que são os Game-Key

Cards do Nintendo Switch 2, por que eles existem e quais os riscos reais para os jogadores. O que é o Game-Key Card? De acordo com a Nintendo, o Game-Key Leia também: Foguete sul-coreano lançado no Maranhão cai no mar

Card é um cartucho físico que conta apenas com a chave de ativação de um jogo específico. Ao inserir no seu console, ele identifica qual é o título e faz o download dele para o armazenamento do Switch 2. “

Então o jogo não está na minha fita? ”. Não, caros leitores.

O cartucho existe e ele será inserido no seu videogame normalmente. Porém, ele serve só para “ativar” aquilo que já foi baixado no console híbrido. A função dele é exclusivamente essa.

De forma resumida, são 2 arquivos: o do próprio jogo e a chave de ativação. Os dados do game estarão no armazenamento do Nintendo Switch 2. A chave para ativá-lo está no cartucho e apenas os dois, em conjunto, vão permitir rodar a experiência.

Isso é diferente de quando você faz uma compra digital, por exemplo. Neste caso, ao acessar a eShop, você faz o download dos dois arquivos. Quando você compra a mídia física, ambos já estão no armazenamento do cartucho. Mais de tecnologia

O Game-Key Card é uma “terceira via” que existe entre os dois. Para quê serve o Game-Key

Card? De acordo com a Nintendo, o recurso atende duas frentes que exigiam atenção. A 1ª é direcionada para a demanda dos desenvolvedores, que não conseguem inserir experiências completas em um cartucho– como é o caso de Star Wars Outlaws e outros, grandes demais para o modelo disponibilizado pela Big N.

Para ter uma ideia, a companhia oferece apenas a fita com limitação de 64 GB para o Switch 2. Se por um lado a CD Projekt Red fez um milagre para encaixar Cyberpunk 2077 ali, de outro os demais estúdios podem não ter tempo ou verba para portar seus principais jogos de forma tão compactada. Antes, se eles ultrapassavam o tamanho de 64 GB por qualquer razão, precisavam realizar o lançamento na plataforma apenas em formato digital. Leia também: Foguete sul-coreano lançado no Maranhão cai no mar

O Game-Key Card muda isso, ao permitir que certos jogos tenham uma versão física— mesmo neste formato visto como “questionável”. A 2ª frente atende a demanda em relação aos colecionadores.

Afinal de contas, muitos ainda fazem questão de ter a capa exibida em sua estante com um cartucho que pode ser encaixado como nos “bons e velhos tempos”. E lançamentos apenas em versão digital torna parte deste hobby inacessível. Além de ter guardado em casa, as pessoas podem trocar, emprestar, vender e fazer tudo o que já conseguiam ter com os cartuchos físicos comuns.

Mesmo que você tenha o arquivo baixado no videogame, só conseguirá acessá-lo com o Game-Key Card— o que garante que só existirá 1 dele em circulação. Ou seja, se alguém vender ou emprestar um, o arquivo de dados do jogo não desaparecerá do Switch 2 da pessoa.

Porém, essa pessoa não terá a chave de ativação para jogá-lo apropriadamente. Já quem comprou, conseguirá inserir o cartucho, baixar as informações e jogar sem impedimentos. Os lados negativos alarmam A iniciativa pode ser vista como um ato de boa vontade, mas também esconde problemas que têm preocupado a comunidade.

E a principal delas é em relação à conservação de jogos ao longo das décadas. Vamos imaginar o seguinte cenário: se comprar um Nintendinho ou um Super Nintendo hoje e inserir um cartucho, ele funcionará e vai conseguir jogar.

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