Entenda o que aconteceu com Paquetá: CBF confirma lesão na coxa esquerda
Ler matéria →5 lesões comuns entre jogadores de futebol Problemas físicos diversos podem decorrer de pancadas durante o jogo ou do próprio esforço relacionado ao esporte de alto rendimento A Copa do Mundo voltou a colocar sob os holofotes os riscos de lesões inerentes à prática do futebol.
Mesmo investindo em condicionamento físico, fortalecimento e equipamentos de proteção, o fato de ser um esporte que envolve movimento e contato constante acaba tornando inevitável que alguns machucados ocorram. Uma realidade inescapável do jogo, as lesões podem ser simples e se resolver em poucos dias– ou afetar seriamente a continuidade da carreira de um atleta profissional. Conheça a seguir os problemas físicos mais vistos nos gramados.
Leia no AINotícia: Saúde: Panorama da Semana
+ 1. Entorses Entorse é o termo que se refere a qualquer trauma ocasionado por uma torção exagerada em alguma articulação do corpo, provocada por uma mudança brusca de movimento, seja por pisar em falso ou por uma batida, por exemplo.
Elas podem ocorrer também nos membros superiores, como o pulso e o cotovelo, mas, no contexto do futebol, são muito mais comuns no tornozelo ou no joelho. Esse tipo de lesão é o mais visto no futebol, mas, em boa parte dos casos, os episódios têm resolução relativamente simples: geram pequenos estiramentos ligamentares que provocam dores e inchaços locais, mas com um processo de recuperação mais rápido. Leia também: Entenda o que aconteceu com Paquetá: CBF confirma lesão na coxa esquerda
O risco maior é quando a torção acaba sendo mais extrema, podendo levar a uma ruptura ligamentar (mais sobre elas, abaixo). 2. Lesões musculares
Outro tipo de lesão muito comum no esporte, elas podem ocorrer por diferentes motivos, desde o esforço repetitivo sobre um determinado músculo até hiperextensões ao longo do jogo. É frequente que elas ocorram sem contato, não precisando, portanto, de uma batida. Uma lesão desse tipo ocorre quando há algum nível de rompimento das fibras musculares e, no futebol, são mais comuns na região da coxa e da panturrilha.
A gravidade e o tempo necessário de recuperação são dimensionados em graus: no grau 1, há rupturas microscópicas que não costumam exigir intervenções além de repouso e fisioterapia, com recuperação estimada em semanas; no grau 2, há uma ruptura parcial que pode exigir mais de um mês de recuperação; já no grau 3, o mais grave, há ruptura total das fibras musculares, que pode exigir cirurgia reparadora e vários meses de reabilitação. O lateral Wesley foi cortado da Seleção Brasileira após ter uma lesão de grau 3 às vésperas da Copa, cujo tempo de recuperação se estenderia além do encerramento do torneio. Já Neymar, com uma lesão de grau 2 sofrida mais cedo, foi mantido na convocação e chegou a entrar em campo durante a fase de grupos do torneio.
3. Rupturas ligamentares Também relativamente comuns, elas estão entre as lesões mais temidas do esporte, pois costumam exigir o tempo mais prolongado de recuperação. Mais de saude
No futebol, são recorrentes os problemas nos ligamentos dos joelhos, como o cruzado anterior (LCA), o colateral lateral (LCL) ou o colateral medial (LCM). Para atletas profissionais, essas rupturas sempre exigem cirurgia reparadora e fisioterapia, e é comum que o tempo de recuperação se aproxime de um ano. Essas rupturas costumam ocorrer como consequência de entorses mais severos.
Os ligamentos são as vítimas mais famosas, mas também podem ocorrer rupturas de tendões (a principal diferença é que, enquanto ligamentos conectam apenas ossos, os tendões fazem a conexão entre os ossos e os músculos) que exigem um tempo semelhante de recuperação. No futebol, a ruptura do tendão de Aquiles, que liga a panturrilha ao calcanhar, costuma ser a mais vista. 4. Leia também: Mito ou verdade ganha destaque após novo desdobramento em mito ou verdade: água
Fraturas As fraturas não costumam ser as lesões mais graves do futebol, mas, com frequência, são aquelas que mais horrorizam a audiência: quem nunca ficou um tanto traumatizado com a cena de um jogador com parte da perna apontando para a direção contrária ao normal após quebrar um osso? E o que dizer da fratura exposta, quando o osso chega a ficar aparente?
Esse problema costuma surgir de batidas, mas também pode ser ocasionado pelo uso repetitivo de um membro, por exemplo, com pequenas fissuras ósseas aumentando gradativamente com o tempo. Fraturas que não exigem intervenção cirúrgica costumam ter recuperação mais rápida que muitas lesões musculares e ligamentares, mas o problema pode se estender dependendo da forma como o osso rompeu e se houver outras lesões em paralelo. 5.
Concussões Alvo de grande preocupação em outros esportes, como o futebol americano, as concussões só começaram a despertar mais atenção no “nosso” futebol na última década: elas se referem a traumas cerebrais que podem ocorrer por pancadas no crânio que, dentro do esporte, costumam ocorrer por conta de disputas nas bolas aéreas. No futebol infantil, muitas ligas de base optaram por proibir o cabeceio, de forma a prevenir esse tipo de contato em uma fase crítica do desenvolvimento cerebral. A atenção ao tema também fez com que a FIFA, entidade máxima do futebol, criasse um protocolo de concussão que exige a interrupção temporária do jogo em caso de suspeita de lesões desse tipo, para que os jogadores sejam avaliados pela equipe médica, abrindo até a possibilidade de uma substituição extra para as equipes envolvidas se for constatada a concussão de algum atleta em campo.
Leia também no AINotícia
- Entenda o que aconteceu com Paquetá: CBF confirma lesão na coxa esquerdaSaude · agora
- Enquete do mês ganha destaque após novo desdobramento em enquete do mês: vocêSaude · 4h atrás
- Mito ou verdade ganha destaque após novo desdobramento em mito ou verdade: águaSaude · 5h atrás
- Como conseguir canetas emagrecedoras pelo SUS? Entenda projeto-pilotoSaude · 8h atrás

