Pentágono isola andares nos EUA após detecção de 'materiais perigosos' no ar
Ler matéria →
Crédito, Atta Kenare / AFP via Getty Images
- Author, Luis Barrucho
- Role, Serviço Mundial da BBC
- Published Há 6 horas
- Tempo de leitura: 6 min
Um cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irã no início de abril parece agora estar sob crescente pressão após uma nova onda de ataques na região.
Leia no AINotícia: Mundo: Panorama da Copa 2026, Tensão no Oriente Médio e Amor em Campo
O presidente dos EUA, Donald Trump, e funcionários do alto escalão do governo iraniano também trocaram novas ameaças após a escalada recente.
Na quarta-feira (10/06), os EUA disseram ter atingido alvos militares e de vigilância iranianos depois de um dos seus helicópteros ter sido abatido no Golfo. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (GRII) respondeu com ataques a bases dos EUA no Bahrein e na Jordânia, enquanto o Kuwait afirmou ter interceptado mais um ataque.
A escalada ocorreu dias depois de o Irã lançar mísseis contra Israel no domingo, provocando ataques aéreos israelenses contra alvos no oeste e no centro do Irã— o primeiro confronto direto entre os dois países desde o início do cessar-fogo. Trump instou ambos os lados a parar de "atirar". Leia também: Pentágono isola andares nos EUA após detecção de 'materiais perigosos' no ar

Crédito, Anadolu via Getty Images
O presidente dos EUA disse que o Irã agora "terá de pagar o preço", sem dar detalhes específicos. Ele afirmou que o país havia sido "completamente derrotado" e que era "só discurso e nenhuma ação".
A declaração veio depois de o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ter alertado anteriormente que seu país "não deixaria nenhum ataque ou ameaça sem resposta", afirmando que os EUA sofreram "derrotas no campo de batalha".
Em comunicado, a chancelaria iraniana afirmou que os mais recentes ataques dos EUA tornam o cessar-fogo entre os países "praticamente sem sentido".
Por ora, nenhuma das partes abandonou formalmente a trégua, mas há temores de que uma nova escalada possa comprometer os esforços de Washington e Teerã para negociar um acordo mais amplo que ponha fim à guerra. Mais de mundo
1. Um cessar-fogo frágil para o Irã
Pule Promoção Agregador de pesquisas e continue lendo
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Um dos motivos é que o cessar-fogo "não resolveu a questão central" do conflito "na perspectiva iraniana", segundo Sina Toossi, pesquisador sênior do Center for International Policy, um think tank sediado em Washington, nos EUA. Leia também: 'A Copa não é para nós': os torcedores que desistiram após serem barrados
Ele aponta para a continuidade das operações militares israelenses no Líbano, somadas à pressão militar e econômica dos EUA sobre o Irã, incluindo sanções e um bloqueio naval de portos iranianos.
Na terça-feira, forças israelenses atingiram a cidade de Tiro, no sul do Líbano, um dia depois de o Irã pedir o fim desses ataques.
Na avaliação de Toossi, Teerã vê cada vez mais essa situação como um arranjo pós-guerra no qual Washington mantém "vantagem significativa", ao mesmo tempo em que evita um retorno a um conflito em grande escala— algo que autoridades iranianas consideram "instável e inaceitável", diz o especialista.
Ele acrescenta que o Irã teme que, se os EUA conseguirem manter pressão militar e atingir seus aliados regionais a um custo relativamente baixo, essas medidas possam se tornar uma "característica permanente" da dinâmica regional, enfraquecendo a posição iraniana ao longo do tempo.
Especialistas também afirmam que a liderança iraniana enfrenta pressão interna para não parecer aceitar um cessar-fogo que permita que seus adversários mantenham pressão militar e econômica enquanto Teerã demonstra moderação.
2. O papel de Israel

3. Escalada calculada
4. Os limites da influência dos EUA

Riscos à frente
Leia também no AINotícia
- Pentágono isola andares nos EUA após detecção de 'materiais perigosos' no arMundo · 1h atrás
- De Pelé à 'Mão de Deus': a história do Azteca, o único estádio a sediar trêsMundo · 3h atrás
- Acompanhe a cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026 e os principaisMundo · 4h atrás
- 'A Copa não é para nós': os torcedores que desistiram após serem barradosMundo · 5h atrás
