
Crédito, Reuters
O ataque durante um jantar organizado pela Casa Branca, com a presença do presidente Donald Trump e jornalistas em Washington DC no sábado (25/04), trouxe mais uma vez à tona o longo histórico de violência contra presidentes nos Estados Unidos.
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Trump já foi alvo de duas tentativas de assassinato desde a campanha de reeleição, há pouco mais de um ano.
O mais grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de segurança no local.
Quatro dos 45 presidentes americanos em exercício foram assassinados: Abraham Lincoln (1865, por John Wilkes Booth), James A. Garfield (1881, por Charles J. Guiteau), William McKinley (1901, por Leon Czolgosz) e John F. Kennedy (1963, por Lee Harvey Oswald). Leia também: 'Nunca vi isso antes': jogador inglês fala à BBC sobre estreia no futebol brasileiro e relação com torcida do Corinthians

Crédito, Casa Branca
Em todos esses casos, os agressores utilizaram armas de fogo.
Reagan foi o último presidente dos EUA a sofrer um atentado a tiros, sendo gravemente ferido por um revólver calibre .22 disparado por John Hinckley Jr. enquanto ele deixava um hotel em Washington após um discurso.
Uma bala ricocheteou na limusine presidencial e atingiu Reagan abaixo da axila esquerda, levando-o a passar 12 dias no hospital antes de voltar à Casa Branca.

Alvejados, mas não feridos
Outros presidentes foram alvejados, mas não ficaram feridos. Mais de mundo
Em 1933, um homem armado disparou cinco tiros contra o carro do então presidente eleito Franklin D. Roosevelt.
Roosevelt não foi atingido, mas o prefeito de Chicago, Anton Cermak, que estava conversando com Roosevelt depois que o recém-eleito presidente fez breves comentários ao público, foi ferido e morreu 19 dias depois.
A primeira ocorreu em 5 de setembro, quando Lynette (Squeaky) Fromme, seguidora do líder de culto Charles Manson, tentou atirar em Ford enquanto ele caminhava por um parque em Sacramento, Califórnia, mas sua arma falhou e não disparou. Leia também: Trump diz que não estava preocupado durante ataque em jantar
Em 22 de setembro, Sara Jane Moore, uma mulher com vínculos a grupos radicais de esquerda, disparou um tiro contra Ford quando ele saía de um hotel em San Francisco, mas errou o alvo.

Crédito, Casa Branca
Candidatos à presidência também não foram poupados, incluindo o senador Robert F. Kennedy, morto em 1968, e George Wallace, baleado e paralisado em 1972.
Mesmo ferido, Roosevelt prosseguiu para fazer um discurso de campanha com a bala ainda em seu peito.
Outras figuras com poder político significativo — embora não eleitas — também tiveram suas vidas interrompidas por tiros, especialmente Martin Luther King Jr. em 1968, apenas alguns meses antes da morte de Robert Kennedy.
Polarização partidária

Violência 'partidária'
Normalização da violência?

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