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3 exemplos de como presidente da Venezuela está desmantelando modelo econômico

3 exemplos de como presidente da Venezuela está desmantelando modelo econômico chavista Crédito, Getty Images Legenda da foto, Delcy Rodríguez, ao lado do secretário da

3 exemplos de como presidente da Venezuela está desmantelando modelo econômico
3 exemplos de como presidente da Venezuela está desmantelando modelo econômico chavista
Delcy Rodríguez, ao lado do secretário da Energia dos Estados Unidos, Chris Wright

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Delcy Rodríguez, ao lado do secretário da Energia dos Estados Unidos, Chris Wright
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    • Author, Juan Francisco Alonso
    • Role, BBC News Mundo
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 8 min

"O capitalismo é a causa, a verdadeira causa da miséria, da desigualdade e da exclusão. [...] O mandato supremo do Cristo Redentor só será possível quando reinar o socialismo nestas terras e nestes mundos."

Leia no AINotícia: Panorama Internacional: Família Trump, Turquia e Turismo no Butão

A inédita operação militar lançada pelos Estados Unidos contra o país sul-americano, no último dia 3 de janeiro, terminou com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores.

Desde então, o modelo econômico defendido pelo ex-líder da revolução bolivariana sofreu acelerada metamorfose, impulsionada por reformas legais aprovadas às pressas pelo Parlamento controlado pelo chavismo e por outras medidas tomadas pelo Executivo.

Aqui estão três exemplos que demonstram como a economia da Venezuela parece estar deixando para trás um longo período que teve o Estado como sua principal influência. Leia também: Diretor-executivo de um banco pede desculpas após descrever seus funcionários

1. O retorno aos mercados internacionais

No último dia 13 de maio, o governo interino da Venezuela anunciou o início de um processo "integral e ordenado" de reestruturação da sua dívida externa e da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

O objetivo da medida é "liberar o país da carga da dívida acumulada". Para isso, as autoridades esperam renegociar com seus credores os prazos de pagamento dos créditos em aberto desde 2017 e obter o perdão de dívidas.

A notícia surgiu menos de um mês depois que o governo da presidente em exercício Delcy Rodríguez anunciou o restabelecimento de relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, que os líderes chavistas repudiaram insistentemente ao longo dos anos.

Hugo Chávez discursa ao nacionalizar a Faixa Petrolífera do Orinoco, em 2007

Crédito, JUAN BARRETO/AFP via Getty Images

"O FMI deveria se suicidar", afirmou Chávez em 2008. Ele culpava o organismo pela crise financeira internacional ocorrida naquele ano.

"Não me refiro aos senhores que o dirigem. Não, não, tomara que eles tenham vida longa, mas deveriam convocar uma sessão e declarar sua dissolução." Leia também: Panorama Internacional: Família Trump, Turquia e Turismo no Butão

Nicolás Maduro se pronunciou em termos similares em 2025. Ele responsabilizou o FMI pelo "colapso dos países" e acusou de "traição" qualquer pessoa que pensasse em negociar com o organismo na Venezuela.

"Quem entregar nosso país ao FMI será um grande traidor e o povo teria o direito de ir às ruas outra vez", declarou Maduro.

Os mercados internacionais receberam com otimismo o anúncio da renegociação da dívida externa venezuelana.

Os títulos do país, cujo preço não chega a um dólar, subiram em mais de 2%, enquanto as ações da PDVSA aumentaram em até 4% depois do anúncio da notícia, segundo a agência Bloomberg.

Especialistas consultados pela BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) alertaram que este é apenas o primeiro passo de um longo processo que poderá culminar com o pleno regresso do país ao sistema financeiro internacional e, com isso, a possibilidade de ter novamente acesso a créditos e financiamentos.

Logo do FMI na sua sede em Washington
Legenda da foto, Depois de mais de sete anos, a Venezuela retomou relações com o FMI

2. Revisão do aparato empresarial estatal

Chavista exibe um retrato de Chávez e outro de Maduro

3. Abertura dos poços, das minas e de algo mais

Jorge Rodríguez conversa com Diosdado Cabello, com Delcy Rodríguez entre eles. Nenhum deles está vestido de vermelho
Legenda da foto, Até o vermelho, a cor tradicional do chavismo, desapareceu das mobilizações organizadas pelo governo venezuelano nas últimas semanas
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