Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. E o vencedor é das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Carla, esta quarta-feira estão conosco o José Manuel Fernandes, o Luís Rosa e o Rui Pedro Antunes.
E é inevitável olharmos para o caso das alegadas torturas na esquadra do Rato, mas vamos começar por dar nota a Passos Coelho, que ontem falou à porta fechada para universitários, mas ficamos a saber algumas coisas, José Manuel, sobretudo algumas ideias sobre a reforma laboral. Bom dia, Carla. Novamente.
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Primeiro que tudo, uma espécie de cuidado à partida. A reunião, como tu disseste, foi à porta fechada, portanto foi com estudantes, e aquilo que sabemos dela é em segunda mão. É verdade.
Não foram provavelmente jornalistas que estivessem a assistir, a reportar e a gravar o que ali se passou, mas quem tivesse falado com quem lá esteve dentro e ficou a saber umas frases. Portanto, um grão de sal, como se costuma dizer, para tomar as declarações. No entanto, eu creio que são declarações relevantes no que diz respeito à questão da reforma laboral e sobretudo da contraproposta do Chega.
É sabido que Pedro Passos Coelho tem defendido que o PSD converse com o Chega e com o Iniciativa Liberal para viabilizar alguns pontos e ele ontem, aparentemente, disse com toda a claridade que o caminho definido pelo Chega nesta matéria não é um caminho viável, é um caminho que nem os socialistas se atreveriam, acho que a frase é dele, enfim, estou a reproduzir aquilo que nós lemos nas notícias. Que nem os socialistas se atrevem a propor uma coisa tão populista, e usou claramente o termo populista para classificar a proposta relativamente à idade da reforma do Chega. Sabendo-se qual é a posição de partida de Passos Coelho, eu acho que esta tomada de posição é importante, é forte e veremos se tem algum impacto político, porque nós continuamos a discutir a reforma laboral e vamos ver o que vai acontecer nos próximos dois dias, porque pode haver desenvolvimentos. Leia também: spurs
E não podemos deixar de notar as preocupações da CIP, porque também cruza-se tudo, umas coisas com as outras, as preocupações da CIP, que gostaria que isto pudesse ser aprovado em concertação social para evitar que uma eventual negociação no Parlamento levasse a cedências noutras áreas mais complicadas. Eu não sei se o governo está disponível para esse tipo de cedências ou para esse tipo de chantagem que está a ser feita por André Ventura e pelo Chega, mas a preocupação da CIP faz todo o sentido, mas não creio que faça mover o GT, que neste momento é aquilo que está a emperrar toda a engrenagem, com o apoio político de uma parte do Partido Socialista ou de grande parte do Partido Socialista e, portanto, vamos por aqui. O que quer dizer que provavelmente não vai acontecer nada, veremos.
Desse ponto de vista, também há outro aspecto relevante naquilo que Passos Coelho disse, que foi chamar a atenção para Maria Palma Ramalho estar a falar praticamente sozinha, muito abandonada pelo próprio executivo, que tem deixado no terreno sem politicamente defender a importância da reforma. E sobretudo agora, José Manuel, colocando também em negociação coisas que podiam ser positivas para os trabalhadores, sei lá, perspectivas de descida de IRS a prazo, por aí fora, que não competem necessariamente àquele ministério. Porque isso, suavemente, quando se avança para uma reforma destas também sem haver nada para dar de troca, porque as coisas são mesmo assim em termos negociais, fica complicado.
Não se negoceiam impostos, até porque há mais temas. Há outros temas. Por todos os efeitos, já se tem falado do salário mínimo, mas as duas coisas nunca são associadas, o salário mínimo aparece sempre como uma promessa do primeiro-ministro, como se não tivesse nada a ver com aquilo que, no outro lado, a sua ministra do Trabalho está a tentar fazer.
São pontos. Não é deixar de cumprir o acordo que já existe, eventualmente ir mais longe no acordo. Isso é um aspecto positivo que podia ter sido junto a esta negociação e nunca foi.
Então há aqui uma falta de visão política da parte de quem não tem apoiado a ministra, que tem se esforçado bastante nesta frente. Eu acho que o Passos Coelho também chamou a atenção para esse aspecto. Que a gente saiba, não deu este exemplo, não faço ideia, porque foram duas horas, nós temos apenas uns flashes do que foram essas duas horas, mas eu creio que, até pelas palavras que disse a propósito das posições do Chega, que é uma interpretação positiva, vamos ver se tem consequência. Mais de entretenimento
Não creio muito que tenha, porque, para todos os efeitos, ele está fora da política. Claro. Que nota dás a Pedro Passos Coelho?
Eu, em relação àquilo que disse, dou uma nota positiva, dou um 14. Gostei de ouvir. Pode ficar a saber, não é?
Ouvir não ouviste, como dizias. Não ouvi, mas ficar a saber, exatamente. Ficamos a saber. Leia também: d
Rui Pedro, terá alguma influência estas palavras de Passos Coelho? Tem sempre. Eu concordo com o que o José Manuel disse.
Na verdade, só sobre esta questão dos off, parece-me pela maneira como está transcrita, não quero dar aqui um achismo, mas por experiência própria, que a Lusa provavelmente teve acesso a alguns áudios, porque o registo não é de quem está a ditar e diz umas coisas, porque aí nunca há tanta segurança, estando citado de uma forma tão rigorosa. Não é tão discurso indireto. É isso, parece-me que a fonte da Lusa era boa nesse sentido.
E, portanto, acho que estamos a falar sobre frases que são rigorosas e não é apenas uma palavra em aspas, tem frases completas. Dito isto, eu já critiquei Pedro Passos Coelho, principalmente quando ele dizia que não se avançava com reformas no momento em que o governo estava a avançar com duas reformas, não era perceptível às vezes o timing, mesmo que não tivesse tido grande sucessoE eu acho que ele falou, embora à porta fechada, com uma grande clareza. Acho que essa é a palavra.
Primeiro, ficou claro que ele acha que o governo está a demorar demasiado tempo a fazer coisas e, portanto, que esse estado de graça, no entender de Pedro Passos Coelho, termina. Depois, também acho que ele nutre alguma simpatia pela reforma ou pela tentativa de reforma laboral do governo, embora considere que a gestão política do dossiê não esteja a ser bem feita. Eu posso fazer aqui um parêntesis que é:
se fosse Pedro Passos Coelho o primeiro-ministro, seria muito mais difícil e se calhar havia 12 greves gerais no espaço de um mês. Se não fosse Luís Montenegro, e fosse Pedro Passos Coelho, seria o regresso da troika e do Passos.

