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10 jogos parecidos com God of War para jogar enquanto Laufey não chega

Por Gabriel Cavalheiro | Os jogos do gênero hack and slash ainda hoje despertam nostalgia em muitos jogadores

10 jogos parecidos com God of War para jogar enquanto Laufey não chega

O que é um jogo hack and slash? Por Gabriel Cavalheiro | Os jogos do gênero hack and slash ainda hoje despertam nostalgia em muitos jogadores.

Seu auge foi na era do PlayStation 2, com clássicos como God of War, Devil May Cry e Onimusha, que marcaram época com combates intensos e estilizados. No entanto, o estilo surgiu bem antes desses títulos icônicos. Afinal, o que define um jogo hack and slash e por que ele se mistura tão facilmente com outros gêneros?

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O termo hack and slash, que pode ser traduzido livremente como “cortar e golpear”, tem origens curiosas. Ele surgiu no universo dos RPGs de mesa, como Dungeons & Dragons, sendo usado pela primeira vez em 1980 em um artigo da revista Dragon. Na época, era uma forma de descrever campanhas centradas apenas em combate, sem foco narrativo ou desenvolvimento de personagens.

Nos videogames, o termo evoluiu. Inicialmente associado aos clássicos do gênero beat 'em up— os populares "briga de rua", como Final Fight e Golden Axe— o hack and slash passou a se referir a jogos com combate corpo a corpo intenso.

Com o tempo, foi se consolidando como sinônimo de títulos com foco em ação acelerada, combate com armas brancas, múltiplos inimigos na tela e uma jogabilidade estilizada. Como funciona um jogo Hack and Slash? Os jogos hack and slash são um subgênero de ação e aventura, e muitos os consideram uma ramificação direta dos beat 'em ups por suas origens. Leia também: Tecnologia em Foco: IA, Smartphones e Novidades da Amazon

As principais características desse estilo são o combate corpo a corpo em tempo real— normalmente com armas brancas como espadas— e o combate em massa com ação visceral. Nesse tipo de jogo, a história e os objetivos são fatores secundários. Apesar de existirem muitos jogos hack and slash com narrativas fantásticas, esse não é o foco do gênero.

Outra característica essencial dos jogos do estilo são as hordas de inimigos. Não espere duelos 1 contra 1 ou algo parecido: você enfrentará adversários por todos os lados, o que intensifica o fator de ação constante. Esse aspecto é ainda mais evidente em jogos do estilo musou, um subgênero considerado um "irmão" do hack and slash.

A progressão de personagens nos hack and slash também evoluiu. Se no início os combates eram mais simples e focados em "esmagar botões", com o tempo os desenvolvedores adicionaram profundidade aos sistemas de combate por meio de árvores de habilidades, combos e sistemas de pontuação por estilo. Jogos como Devil May Cry, Bayonetta e Hi-Fi Rush, por exemplo, recompensam o desempenho do jogador com rankings de estilo, incentivando não apenas a vitória, mas a execução técnica dos combos.

Outro aspecto presente em diversos títulos é a progressão por equipamentos e habilidades. Armas podem ser trocadas ou aprimoradas, e novas técnicas são desbloqueadas conforme o jogador avança. Em muitos casos, isso se conecta ao sistema de looting (a coleta de itens) durante a jornada, como em Diablo ou Nioh.

Esses itens impactam diretamente a estratégia de combate e a construção do personagem. Muitos ainda acreditam que, para ser um hack and slash, o jogo precisa ser em 3D— mas isso não é verdade. Qualquer jogo com foco em combate com armas brancas, seja em 2D, realidade virtual ou até mesmo isométrico, pode ser considerado hack and slash ou conter elementos do subgênero. Mais de tecnologia

Em resumo, os jogos hack and slash são definidos por sua ação rápida, foco em combate corpo a corpo, enfrentamento de hordas, uso de habilidades, combos e sistemas de progressão variados. Embora existam variações dentro do subgênero, esses pilares permanecem constantes— o que muda é a forma criativa como os desenvolvedores os combinam. Como surgiram os jogos hack and slash?

Depois de entender o que é e como um hack and slash funciona, vamos voltar à origem do estilo, quando os primeiros games começaram a usar combate em tempo real com armas brancas. Surgimento do hack and slash nos anos 80 A origem do hack and slash divide muitas opiniões.

Prince of Persia, jogo de plataforma lançado em 1989 para o NES, é cotado como um dos candidatos mais fortes a estrear o subgênero nos videogames. Outros jogadores apontam para Rush'n Attack, da Konami, como o primeiro hack and slash. No entanto, é possível eleger The Tower of Druaga— um jogo de labirinto ao estilo Pac-Man, lançado pela Namco para os arcades em 1984, no Japão— como o primeiro hack and slash dos games. Leia também: Você conhece o maior mistério da aviação comercial?

Nele, o objetivo é subir os 60 andares da torre de Druaga enquanto enfrentamos cavaleiros, magos e monstros, como slimes. No mesmo ano, Dragon Slayer, da Nihon Falcom, fazia sua estreia em PCs japoneses da época, trazendo os primeiros elementos do que anos mais tarde conheceríamos como RPG de ação. Ambos os jogos são pioneiros quando falamos no estilo de combate hack and slash, principalmente por apresentar combate em tempo real e flertar com o gênero de ação constantemente.

Esse período nos anos 80, principalmente após o lançamento de Super Mario Bros. em 1985 (que marcou a recuperação da indústria após a quebra de 1983), foi palco de uma onda de jogos com combate hack and slash, incluindo beat 'em ups, RPGs de ação e títulos de plataforma. Jogos como The Legend of Zelda, Ninja Gaiden e muitos outros sucessos acabaram incorporando esses elementos de combate em tempo real em suas aventuras.

Apesar de não ser o primeiro, Gauntlet, de 1985, foi um dos hack and slash na época, principalmente por trazer inovações como multiplayer e elementos de dungeon crawler, outro subgênero muito famoso. Uma das principais contribuições do jogo foi o seu vasto número de inimigos na tela, o que de fato viria a se consolidar como um dos pilares do estilo no futuro. Isso porque essas hordas de monstros davam uma sensação de ação contínua, o que sabemos que algo primordial para os hack and slash.

Golden Axe, ícone do Mega Drive, foi outro potencializador do gênero, tornando-se uma verdadeira febre no fim dos anos 80 e sendo relembrado com carinho até hoje (ao contrário de Tower of Druaga e Dragon Slayer). O título ajudou a fundamentar o que o público conhecia na época como hack and slash. Golden Axe pegou emprestado o estilo beat 'em up de Double Dragon, que estava a todo vapor nos arcades, e adicionou o combate com armas brancas, consolidando o principal elemento do gênero.

Diablo traz uma nova perspectiva ao hack and slash Muitos anos mais tarde, mais exatamente em 1997, o hack and slash passaria por outra grande mudança. Dessa vez, o emergente e popular Diablo, da Blizzard, deu uma cara nova ao gênero nos PCs, apesar de não ser necessariamente o primeiro jogo com elementos de hack and slash em visão isométrica. O destaque vai para as hordas de inimigos e ação constante dentro de masmorras geradas aleatoriamente.

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